quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Fiscal das UPAs é ‘absolvido’ pela Justiça

A Justiça arquivou o processo contra o economista e oficial da Marinha Mercante Bruno Augusto Fonseca Pereira, de 40 anos, detido por PMs dentro da UPA de Madureira, enquanto tirava fotos da escala de serviço. Segundo o juiz Marcelo Pereira da Silva, do 15º Juizado Especial Criminal, Bruno “nada mais fez que velar, como cidadão, pela correta prestação do serviço”.
Após precisar de uma consulta para o filho, mas não conseguir marcá-la por falta de médicos, o economista passou a usar suas folgas para ir duas vezes por dia à UPA e postava as fotos que tirava no Facebook. Em março, no meio de uma “inspeção”, ele foi detido por PMs e autuado por “perturbar alguém no trabalho ou sossego alheio com gritaria ou algazarra”.
Em audiência, Bruno reconheceu “que em uma das oportunidades em que esteve na UPA perdeu a calma com uma funcionária que se apresentou como coordenadora de logística, pois esta lhe chamou de maluco”.
Na decisão, o juiz afirma que “todos os prestadores de serviços públicos devem aceitar e estimular esse tipo de atuação, contanto que seja feito de maneira cordata, posto que nada mais é que o exercício de cidadania”.
Inexperiência e má formação
Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), para avaliar as UPAs do país, apontou a pouca experiência e falta de treinamento específico dos médicos na área de urgência e emergência como um dos obstáculos que impedem o bom funcionamento das unidades. Como resultado disso, no Rio, por exemplo, a coordenação do Samu relatou, durante o levantamento, que por vezes há necessidade de seus profissionais entrarem nas UPAs para executar procedimentos ou auxiliar médicos.
Ainda segundo relatório da auditoria, divulgado ontem pelo TCU, um dos principais fatores que dificulta a formação dos profissionais é a alta rotatividade dos médicos contratados. Para o levantamento, feito para avaliar os resultados da implantação, construção e ampliação das UPAs, foram ouvidos gestores.
Além da formação dos profissionais, a vistoria apontou outras deficiências, como a falta de articulação com as unidades de atenção primária à saúde e a insuficiência de vagas para os pacientes poderem ser encaminhados para outras unidades, após serem atendidos nas UPAs. Assim, os pacientes acabam ficando mais tempo nas unidades do que seria necessário, esperando vagas. Com base na auditoria, o TCU fez recomendações para que o Ministério da Saúde melhore a gestão das UPAs.
São vínculos frágeis
O médico Pablo Vasquez, membro do Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj), não concorda que os médicos das UPAs sejam mal formados. Para ele, são profissionais inexperientes, e que muitas vezes acabam não tendo contato com outros que já tenham mais conhecimento. Mas Vasquez concorda que é grande a rotatividade.
— São vínculos frágeis de trabalho. Em geral, esses médicos das UPAs estão buscando uma remuneração melhor, então há uma grande troca de local de trabalho, o que prejudica a continuidade da formação. É preciso contratar mais médicos, através de concursos, e estabelecer planos de carreira para reter esses profissionais — opina.


Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/fiscal-das-upas-absolvido-pela-justica-13887107.html#ixzz3CvPaGGZu

Um comentário:

Fernanda Barcelos disse...

Mais um bla baba de cremerj, estive la muitas vezes, por conta da morte da minha espôsa, o caso foi abafado, por enquanto,em Botafogo,da uma olhada no meu blog
http://ratosdebranco.blogspot.com/

são mesmos ratos mas estou armando uma ratoeira ha tempos , aguardem.