quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Jovem e bebê morrem no Pará

“Na noite do dia 24 de dezembro de 2012 uma jovem de 18 anos, grávida e pobre, moradora do bairro do PAAR, no município de Ananindeua-PA, em sinais de trabalho de parto, busca atendimento em uma clínica próximo à sua residência, denominada Clínica Modelo, localizada na Cidade Nova III. A jovem havia feito todo o pré - natal na Unidade de Referência Materno Infantil e seguia com a gravidez tranquila, obedecendo às orientações recebidas durante as consultas de rotina. Jamais poderíamos imaginar o que viria a acontecer. A futura mamãe foi internada e ficou sabendo que estava chegando a hora de sua primeira filha nascer. Logo teria início o seu suplício, pois apresentava sinais de que possivelmente não teria condições de ter parto normal, ou mesmo que ainda não havia chegado a hora do nascimento. Mesmo assim, foi submetida a vários procedimentos, como empurrar a barriga da mãe, tendo a médica forçado o nascimento do bebê, até que constatou a gravidade do momento, pois observou a morte do bebê e viu que a mãe também corria risco de morte. Nesse momento, a médica chamou o pai da criança e pediu que ele a acompanhasse até a Santa Casa de Misericórdia do Para, junto com a parturiente em carro particular, emprestado de um servidor do hospital. Ao chegar à maternidade, deixou a jovem aos cuidados da equipe que estava de plantão. A jovem foi bem atendida na Santa Casa, mas, infelizmente, nada mais podia ser feito, pois a criança já estava morta e a mãe, mesmo encaminhada com urgência para o CTI, tinha hemorragia muito forte, vindo a óbito logo depois. O atestado de óbito definiu como causa morte: choque hemorrágico, histerectomia por laceração uterina, cesariana por óbito fetal intra uterino. Neste trágico episódio, tivemos duas vidas ceifadas por um ato irresponsável de uma pessoa que não pode ser considerada médica. O nome de quem fez o atendimento é Vania e atende na Clínica Modelo. Pelas informações colhidas até o momento, ficamos sabendo que esta clínica já foi fechada por denúncias de desrespeito a vida e falta de condições hospitalares. Registramos uma ocorrência policial na Delegacia da Cidade Nova e aguardaremos as investigações. Diante dessa tragédia familiar nos perguntamos: Que tipo de atendimento recebeu essa jovem que levou a óbito sua filha, ainda no ventre? Que procedimentos foram dispensados à mãe para forçar um parto normal, quando a gravidez era sem riscos? Se o parto normal estava difícil, como foi alegado à família, porque não foi feita uma cesariana de urgência? Porque a médica fez o transporte da paciente até à maternidade Santa Casa de Misericórdia do Pará em carro particular? Porque o hospital não acionou uma ambulância? Quem vai responder por mais esta situação de desrespeito à vida? Como fica a família diante de uma violência contra a vida de duas pessoas, sendo um, recém-nascido e uma jovem de apenas 18 anos? Pedimos que o Conselho Regional de Medicina, o Ministério Público, a Secretaria Estadual de Saúde e os órgãos competentes tomem providências para apurar as responsabilidades diante dessas mortes inexplicáveis. Queremos justiça, chega de desrespeito à vida! Nossos contatos: Nazaré Sá (tia da jovem) – 91239131/ 81750053 Lena (irmã) 92198229”

2 comentários:

CECYLIA - BLOG PERDI MEU BEBE disse...

Oi Sandro gostaria de parabenizar por seu blog é de muita utilidade pública, serve para desmascarar o governo que diz que tudo corre muito bem, quando a gente sabe que não é verdade.
Meu nome é Cecylia tenho um blog: www.perdimeubebe.blogspot.com que fala a respeito das perdas gestacionais, mas é lamentável o que acontece neste país, muitas mulheres perdem seus bebes por erro médico, perdem a própria vida por incompetência de pessoas que jamais poderiam estar exercendo esta função, ao invés de salvar vidas eles tiram, contrariando a promessa que eles fazem ao se formarem, isso é uma vergonha. Muitas de nós perdemos nossos bebes por diversos problemas, por abortos naturais, por má formação fetal, mas não podemos isentar a falta de bom senso dos médicos que deixa uma gestante chegar em seu limite para só depois fazer uma cesárea como no caso acima. Infelizmente ter dinheiro ou não faz toda diferença, e as mães carentes é que sofrem com as consequências. Muitas famílias tem seu sonho interrompido, ficam traumatizados por passar por tamanha dor, “ a perda de um bebe que nem chegou a nascer.”
Não sei se podemos fazer alguma coisa para mudar a saúde do Brasil, mas só de denunciar já é um bom começo.
Sucesso em seu blog, que possamos poder publicar boas notícias em 2013, ao invés de só publicar tristezas.
Cecylia Silva

Sandro Machado disse...

Obrigado minha amiga,estamos na luta.Não podemos nos calar diante das barbaridades que estão vitimando muitas pessoas.