quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Mulher grávida perde bebês gêmeos e responsabiliza hospital público

Segundo a família, bebês morreram porque não houve atendimento adequado.


Diretoria do hospital vai verificar a situação e prestar os esclarecimentos.

Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera



3 comentáriosHá nove dias, uma mãe aguarda os corpos dos filhos gêmeos que morreram logo após o parto no dia 20 de dezembro. Segundo a família, os bebês morreram porque não houve atendimento adequado à mãe deles, uma operadora de caixa de 27 anos. A diretoria do Hospital Materno Infantil (HMI), em Goiânia, informou que vai verificar a situação e prestar os esclarecimentos necessários.



De acordo com a família da jovem, ela teria chegado em trabalho de parto ao Hospital Materno Infantil, mas foi mandada de volta para casa. A jovem acabou dando à luz a um dos bebês no corredor do prédio onde a irmã dela mora. O bebê foi levado até um hospital do centro de Goiânia, mas já chegou morto. Um cinegrafista amador registrou as circunstâncias em que a mulher deu à luz. A jovem foi levada de volta para o Materno Infantil por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas o outro bebê também não resistiu.



O caso foi registrado no 4º Distrito Policial de Goiânia como omissão de socorro. Segundo a advogada da família, o hospital pediu dez dias até que exames fossem realizados para saber a causa das mortes. Segundo a assessoria da Secretaria Estadual de Saúde, todos os óbitos de recém-nascidos são informados aos órgãos de vigilância. Os casos de mortalidade infantil, afirma, também são acompanhados por um comitê que investiga as causas da morte.

Veja a reportagem na íntegra no link abaixo:
 
http://glo.bo/uRJyzB

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Mudanças no tratamento para o AVC ajudam a salvar vidas em Porto Alegre

Edição do dia 26/12/2011




26/12/2011 21h24 - Atualizado em 26/12/2011 21h24


O Hospital de Clínicas de Porto Alegre inaugurou uma unidade especial para atender os pacientes de AVC em 2006. Desde então, o número de mortes caiu de 12% para 8%.


O tratamento de vítimas de derrame vai mudar a partir de 2012. O Ministério da Saúde vai implantar novas normas para o atendimento. Em Porto Alegre, o sistema já existe e ajuda a salvar vidas.



Eram 5h da manhã quando o vigilante Alexandre da Cunha percebeu os sintomas de um derrame. “A perna esquerda não mexia, e a mão parecia que caía”, conta.



Ele recebeu o diagnóstico ainda na ambulância do Samu. Em menos de duas horas, estava medicado. A rapidez no atendimento às vítimas de AVC é fundamental. Para isso, o tratamento especializado faz toda a diferença. Desde que o Hospital de Clínicas de Porto Alegre inaugurou uma unidade específica em 2006, o número de mortes caiu de 12% para 8% dos atendimentos.



Agora o Ministério da Saúde quer implantar essas unidades em todo o país. Vai investir mais de R$ 430 milhões para infraestrutura, treinamento de pessoal e compra de medicamento trombolítico, que dissolve o coágulo que causa o derrame. Se usado até quatro horas e meia depois dos primeiros sintomas, ele pode evitar quase todas as sequelas.



A tomografia mostra o tipo de AVC e se o remédio deve ser aplicado imediatamente. Antes, o paciente entrava e tinha que esperar 12 horas para realizar esse exame. Agora, 20 minutos depois da entrada no hospital, o exame já aparece na tela do computador para o médico.



Com ajuda da imagem, a equipe decide o tratamento. Cada dose do trombolítico custa R$ 3,6 mil, mas o preço alto pode resultar em economia.



“O paciente fica com menos sequela, sai rápido do hospital. Economizamos aproximadamente R$ 800 por paciente, embora o remédio seja mais caro”, diz a neurologista Sheila Martins.

Veja a reportagem na íntegra no link abaixo
http://glo.bo/s16wUp


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

ANS lança cartilha sobre prazos mínimos para planos de saúde realizarem procedimentos



Ana Paula Viana



Começarão a valer, na próxima segunda-feira, as novas regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que fixam os prazos máximos para que clientes de planos de saúde consigam marcar consultas e realizar procedimentos médicos. Para conseguir ser atendido por um clínico ou pediatra, por exemplo, o cliente não poderá esperar mais do que sete dias úteis.



A ANS alerta, entretanto, que as operadoras são obrigadas a garantir a marcação da consulta com um profissional da especialidade, mas não necessariamente com o médico escolhido pelo cliente.



— A operadora deverá garantir o atendimento no tempo previsto, mas não exatamente com o profissional de escolha do beneficiário — explicou a diretora adjunta de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Carla Soares.



Nos casos de urgência e emergência, a disponibilidade de atendimento deverá ser imediata sempre.



Imediato



Casos de urgência e emergência devem receber atendimento imediato, sempre.



Até três dias



Serviços de diagnóstico por laboratórios de análises clínicas em regime ambulatorial (não emergencial), como exames de sangue, de urina e de fezes.



Até sete dias



Consultas básicas. São elas: pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia. O prazo vale ainda para procedimentos em consultório com cirurgião-dentista.



Até dez dias



Consulta ou sessão com profissionais como fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas.



Até 14 dias



Consultas em especialidades médicas que não sejam consideradas básicas. Entre elas, estão cardiologia, oftalmologia, reumatologia, angiologia, geriatria, pneumologia e oncologia.



Até 21 dias



Procedimentos de alta complexidade







Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/economia/ans-lanca-cartilha-sobre-prazos-minimos-para-planos-de-saude-realizarem-procedimentos-3467153.html#ixzz0aK19NO35

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Avaliação de médicos em SP tem abstenção de 84%

Cremesp na Mídia






Avaliação de médicos em SP tem abstenção de 84%



Karina Toledo - O Estado de S. Paulo - 10/11/2011



A participação dos estudantes de Medicina no Exame do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) - que avalia o conhecimento dos formandos na área - caiu 70% nos últimos sete anos. Na prova deste ano, apenas 16% dos alunos compareceram e 46% foram reprovados, o que faz a entidade repensar o modelo de avaliação.



A participação no exame do Cremesp não é obrigatória nem requisito para o exercício da medicina. É, no entanto, um importante indicativo da qualidade da formação médica no Estado. Quando a prova foi criada, em 2005, 998 do 1,9 mil estudantes de Medicina do Estado participaram - 52%. Neste ano, apenas 418 estudantes, de um total de 2,5 mil, compareceram.



Para Renato Azevedo, presidente do Cremesp, a queda nas inscrições pode ser explicada em parte pelo boicote de algumas universidades. "Não tivemos nenhum aluno da USP, por exemplo, que é considerada a melhor faculdade de Medicina do País." Ainda assim, diz, o resultado é significativo e aponta uma grave falha na qualidade do ensino médico.



Mau desempenho. O índice de 46% de reprovados entre os inscritos deste ano está dentro da média verificada nos sete anos de existência do exame. "Acreditamos que se inscrevem para a prova aqueles que se julgam mais bem preparados. A situação real, portanto, pode ser ainda pior. O que estamos fazendo é uma denúncia sobre a precariedade do ensino de Medicina no País", ressalta.



Segundo Azevedo, 40 novas escolas foram abertas nos últimos oito anos, muitas sem hospital-escola. "Nem há professor para atender a essa demanda. A consequência disso é que estão sendo formados médicos sem condições de atender a população."



Problemas. Os resultados deste ano mostram dificuldade até em áreas essenciais da medicina, como clínica médica (43,5% de erro), obstetrícia (45,9%) e pediatria (40,7%). Mais de 60% dos candidatos não souberam apontar que febre alta e persistente é indicativo de infecção bacteriana grave em recém-nascido. E 66% não souberam dizer quais medicamentos não são indicados para tratar infecção na garganta.



Mas o Cremesp admite que, se a tendência de queda na participação se mantiver, a realização do exame se tornará inviável. "Por isso defendemos que o exame se torne nacional e obrigatório", afirma Azevedo. Isso, no entanto, não poderia ser feito sem uma mudança na legislação.



Para o coordenador do exame no Cremesp, Reinaldo Ayer, uma alternativa seria a entidade se aproximar das faculdades e aplicar em parceria uma avaliação ao longo do curso. "Algumas universidades já estão aplicando sua própria avaliação ao final do segundo, do quarto e do sexto ano. Isso é positivo, pois permite que se identifiquem os problemas quando há tempo de corrigir. Mas é necessário que também exista uma avaliação externa", afirma.







Fonte - Jornal O Estado de S. Paulo