quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Veja drama de quem depende de hospitais públicos no Rio para vencer câncer


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

sábado, 1 de dezembro de 2012

Ministro anuncia contratação de hospitais particulares para atender pacientes de emergências públicas do Rio

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assina hoje uma portaria que garante verba ao estado e ao município do Rio para contratação de 160 leitos de enfermaria e 65 de UTI em hospitais privados e filantrópicos. Essas vagas serão ocupadas por pacientes atendidos em emergências. O objetivo é acelerar a transferência após a estabilização do doente, liberando os leitos de emergência. A medida faz parte do programa S.O.S. Emergência que, há um ano, vem implementando ações nos hospitais municipal Miguel Couto, na Gávea, e no estadual Albert Schweitzer, em Realengo.
No hospital da Gávea, o número de pacientes que procuram diariamente a emergência caiu de 1.100, em 2009, para 400, em março deste ano. A abertura de UPAs e Clínicas da Família na região ajudaram a reduzir a demanda, segundo o diretor do Miguel Couto, Luiz Alexandre Essinger. E, há quatro meses, desde a inauguração da Coordenação de Emergência Regional (CER), vizinha ao hospital, todos os casos clínicos são atendidos na nova unidade.
- Nossa emergência recebe hoje apenas doentes cirúrgicos, vítimas de traumas. A média caiu para 250 ao dia - diz Essinger.
Um dos principais problemas apontados pelo Cremerj e pelo Sindicato dos Médicos nas emergências do Rio, no entanto, não foi atacado pelo programa de ajuda federal. De acordo com o diretor do Miguel Couto, a verba disponibilizada pelo S.O.S. Emergência não pode ser destinada à contratação de médicos e pessoal de enfermagem para a unidade.
- Foram instaladas câmeras digitais de segurança que permitem ao Ministério da Saúde um monitoramento 24 horas, adquirimos equipamentos e camas elétricas, estamos implementando um sistema de informática que mede o tempo de espera para atendimento, para exames e para alta e vamos começar agora a mudar a gerência de estoque de farmácia. Fizemos um levantamento do que era necessário e a verba é depositada no Fundo Municipal de Saúde. A Secretaria municipal de Saúde faz as licitações e compra os equipamentos. Mas a verba não pode ser usada para contratar médicos - explica Essinger.
Padilha, no entanto, afirma que essa decisão é tomada pelo gestor local, no caso, a prefeitura.
- O S.O.S. Emergência é uma mudança na cultura e no consenso de como se organiza um serviço de urgência e emergência. O gestor identifica onde estão os principais problemas que atrapalham o fluxo na emergência, e pode, se julgar necessário, contratar para suprir a mão de obra nesse gargalo. É o que chamamos de equipe horizontal. Chefiada por um médico, essa equipe acompanha os pacientes que estão em observação, acelerando o fluxo de atendimento e a alta médica. O gestor tem essa autonomia. Se achar necessário, pode promover concurso público. Fica a critério dele - enfatiza o ministro.
De acordo com o ministério, o Miguel Couto já conta com 48 leitos de retaguarda - sendo 15 de UTI - para dar suporte à emergência. Ao todo, a unidade possui 436 leitos, sendo 53 de urgência. Os recursos destinados pelo governo federal ao S.O.S. Emergências somam R$ 3,6 milhões anuais para custear a ampliação e qualificação da assistência da emergência, e mais R$ 200 mil para apoio à informatização. Além disso, o Miguel Couto receberá mais R$ 4 milhões para aquisição de equipamentos. Ao todo, o hospital recebeu R$ 7,8 milhões de recursos para garantir a assistência e ampliação dos serviços.
Demissões na CER do Miguel Couto
Inaugurada em julho com a presença da presidente Dilma Rousseff e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a CER do Miguel Couto foi planejada com a estimativa de realizar 600 atendimentos por dia. A nova unidade vem recebendo, no entanto, uma média de 150 pessoas diariamente, segundo o diretor da emergência, Josué Kardec. O resultado foi a demissão, este mês, de 40% dos pediatras, 17% dos clínicos, 50% dos fisioterapeutas e todos os fonoaudiólogos.
- Fizemos uma readequação, de acordo com a demanda da unidade. Diminuímos o número de pediatras no plantão de cinco para três, além de dois que ficam na rotina. Eram seis clínicos por plantão. Agora, são cinco - diz Kardec.
Na UTI da unidade, que conta com 35 leitos, são quatro plantonistas, além de um intensivista na rotina e outro na coordenação.
Os profissionais que trabalham na CER são contratados pela organização social Sociedade Espanhola.
O programa
O S.O.S Emergências é um programa estratégico do governo federal lançado em 2011 para qualificar o atendimento nas principais emergências no país. Além do Miguel Couto e do Albert Schweitzer (RJ), mais dez hospitais de grande porte, localizados em nove capitais, fazem parte do programa: Belém (PA), Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Brasília (DF), São Paulo (SP), Belo Horizonte (BH), Goiânia (GO) e Porto Alegre (RS). Todos os hospitais selecionados são referências regionais, possuem pronto-socorro e realizam grande número de internações e atendimentos ambulatoriais. A meta é que até 2014 o S.O.S Emergências atinja os 40 maiores prontos-socorros brasileiros, em 26 estados e no Distrito Federal.


Fonte:

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/ministro-anuncia-contratacao-de-hospitais-particulares-para-atender-pacientes-de-emergencias-publicas-do-rio-6879232.html#ixzz2DsS5VgkY

 

Pais acusam hospital de negligência e erro médico em São Gonçalo, no RJ

O pai de um menino de 10 anos denuncia um hospital em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, por negligência e erro médico no atendimento à criança. Como mostrou o RJTV, deste sábado (1º), o caso já foi levado à Defensoria Pública.
Os hematomas no pé esquerdo apareceram no final de outubro. Davidson de Araújo foi atendido no Hospital Infantil Darcy Silveira Vargas, no Centro de São Gonçalo. Após um raio-x, os médicos recomendaram a imobilização do pé.
O garoto voltou para casa, surgiram marcas por todo o corpo. A família resolveu retornar ao hospital e, quando a tala foi retirada, os médicos notaram a infecção.
Uma tomografia, de 8 de novembro, não detecta fissuras nos ossos, mas indica a presença de alterações nos músculos. O exame sugere uma ressonância magnética para melhor avaliação. A ressonância até hoje não foi realizada.
Defensoria Pública
O pai do garoto procurou ajuda na Defensoria Pública, que emitiu cinco ofícios, exigindo com urgência o laudo completo e o prontuário médico. A resposta demorou 20 dias. O documento afirma que o paciente foi submetido à drenagem do abscesso, apresentou boa resposta e aguarda alta.
Mas de acordo com o pai, não houve melhora, e o filho não consegue andar. O menino continua sofrendo com dores e febre alta. Davidson, que completa 11 anos no domingo (2), está internado há um mês no hospital.
Segundo a família, dois pediatras já pediram a transferência do garoto para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, no Rio de Janeiro.
A administração do hospital não se pronunciou sobre a denúncia do pai de Davidson.
A Defensoria Pública informou que, em caso de desobediência, os defensores podem entrar com uma ação na justiça. Mas, apenas na segunda-feira (3), vai ser possível analisar o caso específico do hospital infantil.

Fonte G1 : http://glo.bo/TtIZsx

Criança é levada a UPA com garganta inflamada e quase amputa a perna

O que poderia ser uma simples ida ao médico em busca de tratamento para o filho de 4 anos para uma infecção de garganta se tornou um pesadelo para a dona de casa Angélica Soares da Silva Amorim, de 23 anos. Após tomar uma injeção de antibiótico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São João de Meriti, o pequeno Luiz Miguel passou a sentir reações estranhas e, em menos de 24 horas, corria o risco de amputar a perna direita.

Em 26 de outubro, Angélica levou o filho ao médico pela primeira vez para uma consulta, pois o menino estava com a garganta inflamada. Cinco dias depois, após tomar a medicação e não apresentar sinais de melhora, ela resolveu retornar à UPA do município.
“A médica me disse que era para continuar com a medicação em casa e que ela ia passar um antibiótico e que no dia seguinte ele ia estar bonzinho. Cheguei a perguntar se não tinha nenhum problema em função de alergias ao medicamento. Ela disse que não, que hoje em dia isso não acontecia mais e que atualmente não se faz mais o teste para ver se a criança tem alergia”, lembra Angélica.
Acreditando ser o melhor para o filho, ela concordou e deixou que aplicassem a injeção na criança. Segundo a mãe, apesar de saber que a injeção dói bastante durante a aplicação, o menino não pareceu sentir muitas dores nesta hora. “Assim que saí da sala e cheguei na recepção, ele começou a gritar que a barriga dele estava doendo e, em seguida, que a perna direita estava doendo muito. Eu colocava ele em pé e ele caía no chão”, diz Angélica.
Médica disse para a mãe que criança estava com 'manha'
De acordo com a mãe, apenas depois de uma hora a médica retornou para ver Luiz Miguel e, depois de examiná-lo, o colocou em observação. “Ela me disse que ele devia estar daquele jeito por ser a primeira vez que tomava a injeção e que acreditava que ele estava com um pouquinho de manha”.
Angélica com a filha de 2 anos no colo (Foto: Janaína Carvalho)Angélica com a filha de 2 anos no colo
(Foto: Janaína Carvalho)
Como toda mãe, ela não dormiu aquela noite e ficou monitorando o filho. Segundo Angélica, nenhum pediatra apareceu para ver como a criança estava durante a madrugada. Pela manhã, ao perceber que o pé do filho estava ficando amarelo e que a batata da perna e o pé estavam gelados, ela foi procurar a médica.

“A resposta que me deram foi que ele realmente tinha perdido um pouco do movimento e que não sabiam explicar o que tinha acontecido”, disse Angélica, afirmando que talvez todo o problema tivesse sido evitado se o filho tivesse recebido o atendimento adequado de imediato. Segundo ela, o conselho que recebeu na unidade foi que procurasse um hospital geral.
Foi terrível ver meu filho com a perninha toda aberta, naquele estado. Na hora dos curativos, mesmo ele estando sedado, ele gritava de dor"
Angélica Soares
Em nota, a secretaria municipal de Saúde de São João de Meriti informou que abriu sindicância para apurar o caso, mas que o resultado ainda não ficou pronto porque aguarda o relatório médico final sobre o diagnóstico e a evolução do quadro clínico da criança. A família de Luiz Miguel disse que pretende processar a prefeitura do município.

'O que ouvi naquele momento me deixou em choque'

Assim que chegou ao Hospital Adão Pereira Nunes, também conhecido como Hospital de Saracuruna, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Angélica afirma que não foi dada a devida atenção à situação do menino. “A enfermeira disse que o caso dele não era caso de emergência, que teria que passar pela triagem normal. O médico examinou, enfaixou a perninha dele e o deixou jogado”.

Quase 24 horas depois de ter tomado a injeção na UPA de São João de Meriti é que Miguel foi operado. De acordo com Angélica, assim que a cirurgiã vascular olhou para a perna e o pé do menino, disse que precisaria fazer uma cirurgia de emergência. “O que ouvi naquele momento me deixou em choque. Ela disse que meu filho estava fraco, mas se não fosse operado naquele momento ele correria o risco de perder a perna”, lembra a mãe, ressaltando que daquele momento o menino foi levado direto para a sala de cirurgia e depois para o CTI, onde ficou 25 dias.
Miguel já foi submetido a duas cirurgias, mas ainda deve ser submetido a outras duas. Na primeira cirurgia foi retirado o tecido morto da batata da perna, deixando buracos nesta parte do membro da criança. Três dias após, a mesma coisa aconteceu na parte das nádegas onde o menino tomou a injeção e ele teve que fazer uma nova operação. “Praticamente a perna do meu filho toda tinha tecido morto”.

Nos próximos dias, uma nova cirurgia será realizada no pé de menino, onde os médicos avaliarão se há ou não a necessidade de amputar dois dedos. Uma quarta cirurgia será realizada para retirar tecido da perna esquerda e enxertar nas nádegas, na coxa e na batata da perna direita.

Mesmo sedado menino gritava de dor
“Fiquei em estado de choque. Como pode um negocinho tão simples, uma dor de garganta que toda criança tem, levar a uma situação dessa. Foi terrível ver meu filho com a perninha toda aberta, naquele estado. Na hora dos curativos, mesmo ele estando sedado, ele gritava de dor".

De acordo com a mãe, os médicos do Hospital de Saracuruna ainda não souberam explicar qual foi o erro cometido na UPA de São João de Meriti, se a enfermeira atingiu uma artéria ao aplicar a injeção ou se o medicamento da injeção estava contaminado. “Eles não sabem explicar, mas eles sabem que as lesões foram causadas pela injeção”, afirma a mãe, que foi informada que só receberá um laudo médico após a alta hospitalar da criança.

Na segunda-feira (26), Luiz Miguel saiu do CTI pediátrico, o que deixou a mãe feliz, mas que não, necessariamente, significa o fim dos problemas. “Evito falar as coisas perto dele agora. Ele já entende e fica perguntando se vai poder andar e brincar como antes. Eu não sei o que responder”, afirma a mãe, ressaltando que ainda não sabe quais serão as sequelas físicas e emocionais que seu filho terá.

Para ela, que tem uma filha caçula de 2 anos, dá para pensar duas vezes antes de levar um filho ao médico daqui para frente. “Sempre fui o tipo de mãe que nunca quis automedicar o filho. Preferia levar ao médico mesmo em casos de uma simples dor de garganta. Agora não sei, confesso que dá medo”. Depois de quase um mês dormindo na cadeira do hospital ao lado da cama do filho, Angélica foi pela primeira vez em casa nesta sexta-feira (30).

Fonte g1:      http://glo.bo/Yi4CTY