sábado, 31 de março de 2012

Paciente com Planos Ficam sem Consulta e Enfrentam Hospitais Cheios

Pacientes aguardam cirurgia no chão em hospital público de Rondônia


Em 2011, a equipe do Jornal Nacional no Ar mostrou a situação de caos no principal hospital público de Rondônia, em Porto Velho. Na época, o governo do estado chegou a decretar calamidade na saúde. Nesta sexta-feira (30), a equipe retornou ao hospital João Paulo Segundo.
A recepção, que virou ambulatório, está lotada. Corredores cheios. Os pacientes são atendidos no chão mesmo. Um menino está debaixo de uma cama, sobre um colchonete. “Isso aqui é desumano, parece que cuidam de bichos”, diz uma mulher.

A Unidade de Urgência e Emergência recebe pacientes de todo o estado. São 150 leitos. Hoje, 260 pessoas estão internadas. “O paciente deveria, depois de ser atendido, ser encaminhado para algum lugar porque aqui é muito pequeno, o hospital é pequeno”, diz diretor do hospital, Sérgio Mello.
E não para de chegar gente. A maioria vítima de acidentes de trânsito.
Só em um corredor, em uma das alas do pronto-socorro João Paulo Segundo, seis pacientes aguardam por cirurgias ortopédicas. Eles estão na unidade há 15, 20 dias, até um mês, no chão. “O que ocorre é que nos últimos 15, 20 dias, o secretário de Saúde atual suspendeu os pagamentos das próteses e de diversos insumos que são utilizados na realização de cirurgias ortopédicas. Com essa postura, ocorreu um congestionamento de cirurgias, as cirurgias pararam de ser realizadas”, diz o promotor público Hilson Chaves.
Segundo o promotor, mais de 200 pessoas estão na fila da cirurgia. Setenta e quatro são crianças. Um homem está com a perna fraturada: “Estou esperando pela cirurgia há 30 dias”, diz.
Nem os funcionários suportam mais a situação. “A tomografia eles estão prometendo há mais de um ano que vai funcionar e não funciona. Ou seja, prolonga ainda mais e o paciente, às vezes, acaba indo ao óbito por conta disso”, diz a técnica em enfermagem Simone Galvão.
Em janeiro de 2011, o Jornal Nacional no Ar mostrou a precariedade do atendimento no único hospital de pronto-socorro em Porto Velho. Nos dias seguintes, pacientes foram transferidos para aliviar a superlotação, mas um ano e dois meses depois a situação de caos se repete.
O secretário adjunto de Saúde, Orlando Ramires, diz que o fornecimento de materiais ortopédicos deve voltar ao normal em um prazo de dez dias e que estão sendo negociados leitos com hospitais privados para diminuir o problema da superlotação do pronto-socorro: “Com a construção do nosso hospital de Urgência e Emergência, que está já na fase licitatória; com alguns leitos, uns 150, 100, mais ou menos, que estamos criando a mais dentro do hospital de base, a gente coloca essa situação em níveis aceitáveis”.
Segundo a secretaria de Saúde de Rondônia, até a metade do mês que vem, 170 leitos novos estarão disponíveis em todo o estado.

Veja a reportagem na íntegra no link abaixo:
http://glo.bo/H4Cf3t

Guerra por controle de hospitais envolve até suborno

Assessor do ministro Alexandre Padilha caiu depois de receber 200.000 reais. Ele agora acusa deputados de alimentarem esquema de corrupção

A edição de VEJA que chega às bancas neste fim de semana mostra como a disputa política pelo comando de hospitais federais motivou jogadas sórdidas envolvendo deputados federais e um aliado fiel do ministro da Saúde, o petista Alexandre Padilha. Com pano de fundo, a velha disputa de espaço entre PT e PMDB.
O aliado do ministro é Edson Pereira de Oliveira, que acompanha Padilha há duas décadas. Em dezembro, ele deixou o cargo de assessor especial do ministro alegando razões pessoais, mas a verdade é que caiu por causa da pressão de parlamentares fluminenses. Oliveira poderia ter resistido se não fosse por um detalhe: havia recebido 200.000 reais de propina, transferidos em depósitos separados, de emissários de um grupo suspeito de desvios milionários em hospitais do Rio. O suborno foi pago a Edson para que o bando continuasse com um canal aberto junto ao ministério.
Os depósitos bancários comprovam que os pagamentos foram feitos em junho de 2011. Entre os depositantes, estão empregados de uma empresa farmacêutica que recebeu 3,8 milhões de reais da União desde 2009 - parte deles graças a contratos com hospitais universitários do Rio de Janeiro. Os 200.000 reais cobriram uma dívida de campanha de Edson, que havia concorrido nas eleições municipais de 2008. VEJA localizou Valsido de Souza, um dos laranjas usados por Oliveira para receber o pagamento. Ele confirma: "Eu recebi para pagar a dívida de campanha dele".
Acusação - Edson Pereira de Oliveira contra-ataca: ouvido por VEJA, diz que recebeu o dinheiro porque caiu em uma "armadilha" e acusa deputados de pedirem 350.000 reais por mês para manter a máquina funcionando. O nome dos parlamentares supostamente envolvidos: Áureo (PRTB), Marcelo Matos (PDT), Cristiano (PTdoB) e Nelson Bornier (PMDB), todos da bancada fluminense. O grupo é que teria intermediado o pagamento dos 200.000 a Edson Pereira de Oliveira. "Os caras queriam manter no governo Dilma o mesmo esquem de desvios de recursos que havia antes", relata o ex-assessor.
Segundo Edson Pereira, o ministro Padilha não foi informado sobre o pagamento de 200 000 nem sobre as chantagens. Os deputados negam as acusação.

Fonte:

sexta-feira, 30 de março de 2012

Saúde lança programa para fiscalizar e diminuir erros em mamografias

Camila NeumamDo G1, em São Paulo
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O Ministério da Saúde publicou nesta terça-feira (27) uma portaria no Diário Oficial que institui o Programa Nacional de Qualidade em Mamografia (PNQM). O objetivo do programa é minimizar os riscos associados ao uso dos raios-X, assim como garantir a qualidade no diagnóstico - o que ainda é um problema no país, segundo o Ministério da Saúde.
“Alguns locais do Brasil [as mamografias] chegam a ter 50% de dificuldade de leitura e de diagnóstico”, disse o secretário de Atenção à Saúde Helvécio Magalhães, do Ministério da Saúde, em entrevista ao G1.
O programa terá abrangência nacional e vai avaliar todos os serviços de mamografia realizados no Sistema Único de Saúde (SUS) e na rede privada. As novas normas abrangem também a avaliação de imagens e de laudos médicos, além de garantir a capacitação de médicos e profissionais da vigilância sanitária que trabalham com esse tipo de exame.
" A mulher que for fazer o exame não vai perceber nenhuma mudança porque o usuário sequer tem ideia do que se trata a qualidade da mamografia. Mas a qualidade que está ai não é adequada. Por isso montamos o programa", afirma Magalhães.
Esses hospitais e laboratórios terão até dezembro deste ano para se adequar as novas regras, de acordo com o secretário. Atualmente, existem 1.386 estabelecimentos de saúde que fazem mamografia e que prestam serviço ao SUS.
Em nota ao G1, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão que regulamenta os planos de saúde, afirma que está “desenvolvendo estudos” para avaliar como irá implantar as mudanças.
Até então não existia uma diretriz para fiscalizar esse tipo de exame no país. Ela passou a ser discutida em outubro de 2011 e no mês seguinte foi aberta uma consulta pública.
Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil foram realizadas 3,9 milhões de mamografias no total em 2011. E, no mesmo ano, foram feitas 1,8 milhões na faixa etária para rastreamento (de 50 a 69 anos), o que corresponde a 72% da meta de realização de exames dessa faixa etária. Em 2011, foram investidos R$ 135 milhões para a realização de exames no SUS.
Como funcionará o programa?
O programa será executado pelo Sistema Nacional de Vigilância em Saúde (SNVS), do Ministério da Saúde, e coordenado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), junto com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), que irá avaliar a qualidade das imagens clínicas das mamas e dos laudos das mamografias com apoio de instituições de ensino e pesquisa.
Na rede pública, os gestores de saúde estaduais, distrital e municipais deverão exigir o cumprimento do programa pelos prestadores de serviço de diagnóstico por imagem que realizam mamografia no SUS, da mesma forma que as instituições que oferecem o serviço na rede privada.
Caberá à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão regulador dos planos de saúde, dispor, em regulamento, a obrigatoriedade das operadoras de somente contratar ou manter contratados serviços de diagnóstico por imagem que realizam mamografias que cumpram de maneira integral as normas do PNQM.
Os serviços que não cumprirem as mudanças até a data limite, perderão o financiamento público e privado, de acordo com Magalhães.
“Nós vamos dar o ano todo para a adequação e a partir de janeiro de 2013 nenhum serviço público ou privado receberá pagamento se não estiver dentro das conformidades da portaria”.
Ainda segundo a portaria, os serviços de diagnóstico por imagem que realizam mamografia que já tenham definido programa próprio, com a mesma finalidade do PNQM, deverão adequá-lo de forma a observar a totalidade dos requisitos técnicos estabelecidos na normativa.
Regras
Todos os serviços de diagnóstico por imagem que realizam mamografia, públicos ou privados, deverão inserir as informações sobre os exames mamográficos realizados mensalmente no Sistema de Informações do Câncer da Mulher (Siscam), do Ministério da Saúde.
Terão ainda que enviar a cada semestre ao órgão de vigilância sanitária de seu Estado todos os testes de aceitação, constância e desempenho realizados no período e de enviar a cada três anos para os órgãos competentes uma amostra de cinco exames completos (imagem radiográfica e laudo) realizados em sistema digital ou cinco incidências para os sistemas convencionais, sendo duas em crânio-caudal e três incidências em médio-lateral-oblíqua, para que se procedam às respectivas avaliações.
O programa ainda garante a capacitação e atualização periódica dos profissionais de saúde para a execução dos exames de mamografia , assim como dos profissionais de vigilância sanitária dos Estados, Distrito Federal e municípios para a avaliação dos testes e relatórios de controle de qualidade dos serviços de diagnóstico por imagem que realizam mamografia.

Veja a reportagem na íntegra no link abaixo:
http://glo.bo/GXuQwC

quinta-feira, 29 de março de 2012

Em breve estaremos transmitindo ao vivo aqui no blog







Hoje os casos de erros médicos já estão começando a serem divulgados pela mídia.Pois a cerca de dois anos atrás nada era falado sobre o tema,Atualmente ainda existem algumas restrinções da mídia,principalmente quando envolve hospitais particulares.Portanto em uma data próxima estaremos lançando um link onde estaremos transmitindo ao vivo no blog basta com erros médicos,algo novo e imparcial da verdade sobre o os erros dos profissionais da saúde,estaremos não só divulgando as mazelas,divulgando os casos absurdos,mas também informações de utilidade pública a população.
                                                                            Atenciosamente
                                                                           Sandro Machado
                                                                                 MOBEM
APOIO:MOBEM-SP
             MOBEM-RJ

Diretor do Instituto de Pediatria da UFRJ pede reforço na segurança do hospital após ser procurado por quatro homens - Rio - Extra Online

Diretor do Instituto de Pediatria da UFRJ pede reforço na segurança do hospital após ser procurado por quatro homens - Rio - Extra Online

quarta-feira, 28 de março de 2012

FENAM - RJ: Sinmed vence ação contra terceirização da saúde

FENAM - RJ: Sinmed vence ação contra terceirização da saúde

O Sindicato dos Médicos do município do Rio de Janeiro (Sinmed-RJ) venceu ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a terceirização da rede de Saúde do município. A decisão, publicada no último dia 10 de fevereiro, é oriunda de uma ação ajuizada em abril de 2000. Para o presidente do sindicato, Jorge Darze, a vitória representa um marco importante, pois a instância mais alta do Judiciário reconheceu que não pode haver terceirização na área, ameaçando, inclusive, as parcerias firmadas pela atual administração com Organizações Sociais do município.
A prefeitura vai ter que mudar radicalmente a política de Recursos Humanos, porque, a partir do momento que a Justiça notificar o prefeito e o secretário municipal de Saúde, não poderá haver mais contratação de terceirizados e Organizações Sociais", disse Darze, ressaltando que a prefeitura terá que realizar concursos públicos, implantar o plano de carreiras e oferecer um salário que possa fixar o profissional na rede.
Na decisão, o ministro do Supremo Carlos Ayres Britto destacou que "a administração pública direta e indireta, ao prover seus cargos e empregos públicos, deve obediência à regra do concurso público.

Admitem-se somente duas exceções, previstas constitucionalmente, quais sejam, as nomeações para cargo em comissão e a contratação destinada ao atendimento de necessidade temporária e excepcional". Isso significa que a admissão de pessoal para as unidades de saúde da prefeitura só pode ser feita através de concurso público. Para Darze, a decisão repercute diretamente na implantação das Organizações Sociais na área, que, para o Sinmed, também são uma forma de terceirização. A ação foi ajuizada há dez anos, quando o então prefeito Cesar Maia pretendia terceirizar a mão-de-obra das unidades auxiliares de cuidados primários. "Ele quis entregar as unidades às empresas privadas que, na época, eram cooperativas, e terceirizar a administração.

O sindicato fez uma ação judicial e a prefeitura foi perdendo em todas as instâncias, inclusive, no Supremo Tribunal Federal. A última decisão reafirma a argumentação, dizendo que na administração pública não pode haver terceirizados", explica o sindicalista.

terça-feira, 27 de março de 2012

Em seu discurso, ele chamou a atenção para alguns temas preocupantes em relação à saúde pública no Brasil: doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e câncer; doenças transmissíveis, como aids e tuberculose; fatores de risco evitáveis, como ausência de atividades físicas e alimentação não saudável; e uso de substâncias tóxicas legais e ilegais, como crack e bebida alcoólica

Molon defende transparência na saúde pública
Em seu discurso, ele chamou a atenção para alguns temas preocupantes em relação à saúde pública no Brasil: doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e câncer; doenças transmissíveis, como aids e tuberculose; fatores de risco evitáveis, como ausência de atividades físicas e alimentação não saudável; e uso de substâncias tóxicas legais e ilegais, como crack e bebida alcoólica

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Médico é punido pelo CRM por morte em pronto-socorro de Piracicaba

O médico Anderson Gomes Gabriel foi condenado à pena de censura pública pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) do Estado de São Paulo, no mês passado. Ele é acusado de erro médico durante consulta feita no Pronto-Socorro do Piracicamirim, em Piracicaba, no interior de São Paulo, com a paciente Maria de Lourdes Conceição Bassa, que morreu três horas após o atendimento. O fato aconteceu em fevereiro de 2007 e a família recebeu a notícia da condenação na última semana.
Filho caçula aguarda há 5 anos punição por erro médico que levou à morte sua mãe (Foto: Suzana Amyuni/G1)Bassa aguarda há cinco anos punição para médico
pela morte de sua mãe (Foto: Suzana Amyuni/G1)
“Quando chegou o telegrama eu fiquei muito feliz. Eu sei que nada vai trazer minha mãe de volta, mas quero que fique o exemplo de que vale a pena lutar para que a justiça seja feita”, comemorou emocionado Fabrício Ricardo Bassa, filho caçula de Maria de Lourdes.
O médico foi punido por infração a dois artigos do Código de Ética Médica. Pelo artigo 29 por praticar atos profissionais danosos ao paciente, que possam ser caracterizados como imperícia, imprudência ou negligência. E pelo 57, por deixar de utilizar todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento a seu alcance em favor do paciente.
“Eu não desejo mal para ele porque todo mundo tem direito de errar. Mas nesse caso, não foi erro, foi descaso, negligência como o próprio artigo diz, então, eu espero que ele seja punido”, desabafou Bassa.
Segundo o conselheiro do CRM do Estado de São Paulo, Renato Françoso Filho, a punição não impede que o médico exerça a atividade profissional, mas reconhece e torna pública a falta ética do infrator. Esta é a terceira pena mais grave entre as cinco previstas pelo Conselho.
Anderson Gomes Gabriel foi demitido da Prefeitura de Piracicaba em novembro de 2007, devido ao processo de sindicância e administrativo para apuração dos fatos, após denúncia feita pela família de Maria de Lourdes. Atualmente, ele atua como médico concursado nas Prefeituras de Americana e Sumaré.
Homicídio culposo
O médico Anderson Gomes Gabriel foi denunciado pelo Ministério Público de Piracicaba por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) com aumento de pena já que o suposto crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão. O processo corre pela 3ª Vara Criminal do Fórum de Piracicaba e aguarda manifestação da promotoria.
Outro lado
Procurado pela reportagem do G1 Piracicaba e Região, Gabriel afirmou que não se lembra do caso da paciente Maria de Lourdes Conceição Bassa, mas disse que tem ciência do processo do CRM e considera a penalidade leve. “Ah, é só uma advertência”, falou o médico. Ele não disse se vai entrar com recurso neste caso. Sobre o processo crime, embora tenha dito não se lembrar do ocorrido, o médico nega ser culpado. “É muito chato porque eu não tive culpa de nada”, finalizou.

fonte:http://glo.bo/xKY0hy
 

Prefeitura de Jundiaí, SP, é condenada por morte de recém-nascido

Do G1 Sorocaba e Jundiaí

A juíza Eliane de Oliveira, da 5ª Vara Cível de Jundiaí, interior de São Paulo, condenou a prefeitura da cidade pela morte de um recém-nascido em setembro de 2003. Os gestores da antiga Casa de Saúde “Dr. Domingos Anastácio” – onde foi feito o parto da criança – também foram condenados.

De acordo com a sentença, a mãe da criança deve receber uma indenização de 300 salários mínimos pelo suposto erro médico que causou a morte prematura do bebê durante o parto.

No processo, os responsáveis pela Casa de Saúde informaram que não foram apresentadas provas de negligência, imprudência ou imperícia médica.

A prefeitura disse nesta segunda-feira (19) que, embora tenha realizado a desapropriação do prédio em 2007, não tinha responsabilidade sobre a gestão e o atendimento realizado pela antiga Casa de Saúde. O município vai recorrer da decisão da Justiça.

Fonte:http://glo.bo/GzqUrp

Médico pode ter registro cassado por erro em cirurgia plástica, diz CRM-MS

 O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM-MS) decidiu pela cassação do registro profissional de um cirurgião. O médico foi julgado neste sábado (17) pelo caso de uma paciente que afirma ter sido vítima de erro médico em uma cirurgia plástica realizada pelo profissional. Ele foi condenado por imperícia.
Segundo o assessor jurídico do CRM-MS, André Borges, a votação pela cassação do registro profissional do cirurgião foi unânime. Além disso, o conselho renovou a interdição cautelar do médico. Borges disse o G1 que a medida impede que ele exerça a profissão até que o Conselho Federal de Medicina (CFM) confirme ou não a decisão.
“Como é uma medida extrema, ele (médico) tem 30 dias para recorrer da decisão junto ao Conselho Federal. Enquanto isso, fica impedido de exercer a profissão em razão da renovação cautelar.” explica Borges.
A comerciante, de 55 anos, passou por uma cirurgia de abdominoplastia malsucedida em março de 2005, na cidade de Naviraí, a 359 km de Campo Grande. Ela contou ao G1 que não estava satisfeita com a cicatriz da cirurgia, e queria o dinheiro de volta. “Eu não queria prejudicar ninguém, mas fui atrás dos meus direitos” finaliza.
Durante os anos seguintes tentou negociar a devolução do dinheiro com o médico e, somente em 2010, procurou a Associação das Vítimas de Erros Médicos do estado para falar sobre o caso. Em seguida, ela procurou o Ministério Público Estadual (MPE) para fazer a denúncia.
Segundo o presidente da Associação, Valdemar Moraes, outras sete mulheres, que teriam sido vítimas do mesmo médico, também procuraram o órgão para denunciar o profissional.
O advogado Leandro Moura, que representa o médico, disse ao G1 que seu cliente não vai se pronunciar sobre o caso.

Polícia ouve depoimento de médica que chefiava UTI quando jovem morreu em Brasília

A polícia de Brasília ouviu o depoimento da médica que chefiava a UTI no dia em que o filho do presidente da Embratur morreu. A família quer saber se houve erro médico ou demora no atendimento.
O adolescente Marcelo Dino, de 13 anos, foi internado com crise aguda de asma em um hospital particular. A médica responsável pelo plantão na UTI, Izaura Costa Rodrigues Emídio, declarou à polícia que saiu da UTI pediátrica às 5h30 porque um colega pediu que ela fizesse um parto. O bebê nasceu às 5h50. Depois, ela ficou mais dez minutos na sala de reanimação fazendo exames clínicos na criança.
Voltou à UTI às 6h10, depois de ser chamada pela auxiliar de enfermagem, que relatou: "o Marcelo reclamou que está sentindo falta de ar".
Segundo a médica, Marcelo morreu no início da manhã do dia 14 de fevereiro. A médica nega falhas e diz que fez o possível para salvar o adolescente. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e pelo Conselho Regional de Medicina. A família quer saber se houve erro médico ou demora no atendimento.
O diretor técnico do hospital, Cícero Henriques Dantas, disse que um outro médico ficou a postos para atender Marcelo. “Não houve quebra da continuidade da assistência. Uma vez que o colega do lado na UTI natal passou a prestar assistência na UTI pediátrica”.



Veja a reportagem na íntegra no link abaixo:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1871949-7823-POLICIA+OUVE+DEPOIMENTO+DE+MEDICA+QUE+CHEFIAVA+UTI+QUANDO+JOVEM+MORREU+EM+BRASILIA,00.html

Menino morre de infecção e família acredita em negligência, no Sul do ES

Até ser internado menino passou por outras duas unidades de saúde.
Prefeitura disse que o quadro de infecção apresentou mudança brusca.

Do G1 ES com informações da TV Gazeta Sul
 
 
Um menino de doze anos morreu no sábado (24), com infecção bacteriana generalizada segundo o hospital Santa Casa de Misericórdia, em Cachoeiro de Itapemirim, na região Sul do estado. A família acredita em negligência médica porque a criança passou mal na sexta-feira (23) e até ser internada passou por mais duas unidades de saúde. A secretaria Municipal de Saúde (Semus) do município disse que o quadro do paciente Fabiano Silva Angelo apresentou mudança brusca e tudo o possível foi feito para atender o menino.
De acordo com a família, Fabiano Silva Angelo foi levado ao Hospital Paulo Pereira Gomes, no bairro Baiminas, onde os familiares foram orientados a voltar para casa com o menino. Os pais levaram o garoto ao posto de saúde do bairro Nossa Senhora da Penha, mas não havia fichas de atendimento.
O pai do menino, João Carlos Ângelo, acredita em negligência. "Eu acho que perdi meu filho por causa de falta de atenção no atendimento. Voltamos para casa com ele e eu percebi que o quadro piorou. Voltamos ao Paulo Pereira Borges e colocaram ele no soro, mas o quadro dele só foi piorando e eu chamei o médico. Depois transferiram meu filho", contou.
A conselheira tutelar Joseli Mariani é moradora do bairro Nossa Senhora Aparecida e reclamou do atendimento na unidade de saúde do bairro. "Hoje estamos aqui chorando pelo Fabiano, amanhã pode ser o meu filho. Vários bairros são atendidos por esse posto e eles só oferecem 12 números, fichas, uma vez por semana", destacou.
saiba mais

Outro lado
A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) de Cachoeiro de Itapemirim informou que o quadro do paciente Fabiano Silva Angelo apresentou mudança brusca da sexta de manhã para a madrugada de sábado, com evolução rápida de infecção, e isso implicou em mudança automática nos procedimentos da equipe. No sábado, a partir dos novos sintomas, foram providenciados todos os exames compatíveis com o quadro, bem como sua transferência para a Santa Casa. A Semus lamenta a evolução do quadro para óbito e se solidariza com a dor da família.
Sobre o atendimento na unidade de saúde, a Secretaria Municipal de Saúde esclarece que todas as quinta-feiras são liberados 24 números para atendimento na unidade de saúde do bairro Nossa Senhora Aparecida. São para consultas de rotina com o clínico geral. Todos os dias, exceto às terças-feiras, os casos de urgência e emergência são atendidos normalmente, sem necessidade de marcação de consulta. Na terça-feira, esses casos são encaminhados diretamente para o Paulo Pereira Gomes.
Familiares ficaram abalados com morte de criança. (Foto: Reprodução/TV Gazeta Sul)Familiares ficaram abalados com morte de criança. (Foto: Reprodução/TV Gazeta Sul)

Flagrante mostra superlotação no maior hospital público do Rio

O maior hospital do Estado do Rio, o Hospital Geral de Bonsucesso, que é Federal e referência em diversas áreas como transplantes e cirurgia de cabeça e pescoço, está passando por problemas sérios. Pacientes reclamam de demora no atendimento, falta de leitos e de medicamentos.

As cenas de superlotação foram registradas por um celular durante dois dias. No corredor, há fileira de macas, debaixo de uma delas, há até uma lixeira. Um homem, que teve a mãe de 70 anos com pneumonia acomodado em uma cadeira de rodas, tentou reclamar com os atendentes mas sem sucesso.

Ninguém do Hospital Geral de Bonsucesso quis comentar a situação. Por nota, a direção negou a falta de medicamentos e informou que a emergência está sendo ampliada. Ainda segundo o hospital, a demanda de 86 pacientes por dia é maior que a capacidade de atendimento.
 
Veja a reportagem na íntegra:
 

segunda-feira, 26 de março de 2012

Criança morre em hospital e família suspeita de erro médico, no ES

Uma menina de um ano morreu na noite desta sexta-feira (23), em um hospital particular da Serra, município da Grande Vitória. A família da criança acredita em erro médico e disse que ela estava internada há cinco dias, com uma gripe forte. O hospital disse que o caso está sendo investigado.




De acordo com o pai, o plataformista Claudir Ramos da Silva, ela faleceu cerca de dois minutos depois de ser medicada por uma enfermeira. "A enfermeira falou que ia medicá-la. Ela pegou o soro, pendurou e aplicou o remédio no soro e minha filha já começou a chorar. Ela [enfermeira] falou que era normal, porque o remédio ardia mesmo e saiu. Passaram mais dois minutos, minha filha começou a ficar com a boca roxa e parou de chorar", relatou.



A direção do hospital informou que a menina foi internada com quadro infeccioso, que evoluiu para óbito. A instituição ressaltou que sua equipe se solidariza com a dor da família e reforçou que o caso está sendo investigado.

Veja o vídeo na íntegra no link abaixo:
 
http://glo.bo/GWYbLk

Recém-inaugurada, Clínica da Família de Realengo sofre com a falta de médicos

RIO DE JANEIRO (O REPÓRTER) - Inaugurada com pompa e circunstância em dezembro de 2011, a Clínica da Família Nildo Aguiar, localizada em Realengo, a primeira do município a oferecer serviços de acupuntura e reflexologia, já sofre com a falta de médicos.
Nesta sexta-feira(23) vários pacientes, que tinham consultas marcadas há algumas semanas na unidade, tiveram que voltar para as suas casas, sem atendimento.
Na inauguração, que contou com a presença do Prefeito do Rio Eduardo Paes, a promessa da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil (SMSDC) era que a unidade estaria preparada para atender cerca de 2,4 mil consultas por mês.
Pacientes que pediram para não se identificar, por temerem algum tipo de represália, contaram à reportagem que a falta dos médicos na unidade do bairro começa a se tornar frequente.
O REPÓRTER entrou em contato com a assessoria de comunicação da SMSDC, mas até o fechamento desta matéria, não houve um retorno às nossas perguntas.
A Clínica Nildo Aguiar fica na Avenida Brasil, número 29.689, em Realengo, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. Aos sábados, das 8h às 12h.


Leia mais sobre esse assunto em http://www.oreporter.com/detalhes.php?id=74400#ixzz1qDbiyPTJ
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sábado, 24 de março de 2012

Máfia Médica e a Maçonaria De Hipócrates Querem Dominar A Saúde Brasileira

A maçonaria médica corrompe a saúde pública municipal, estadual e federal sucateando o SUS, para depois privatizar os postos e hospitais e industrias estatais atendendo ao lobby dos planos de saúde privada e dos donos de redes de hospitais particulares que querem ganhar bilhões com a doença e a morte da população brasileira.
*capítulo 2° dos direitos sociais:
*artigo 6° - são dos direitos sociais, a educação, a saúde, os trabalho, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade, a infância, a assistência aos desamparados, na forma desta constituição da república federativa do brasil.
Máfia-Médica“A Máfia Médica” é o título do livro que custou à doutora Ghislaine Lanctot a sua expulsão do colégio de médicos e a retirada da sua licença para exercer medicina.
Trata-se provavelmente da denuncia, publicada, mais completa, integral, explícita e clara do papel que forma, a nível mundial, o complot formado pelo Sistema Sanitário e pela Industria Farmacêutica.

O livro expõe, por um lado, a errônea concepção da saúde e da enfermidade, que tem a sociedade ocidental moderna, fomentada por esta máfia médica que monopolizou a saúde pública criando o mais lucrativo dos negócios.

Para além de falar sobre a verdadeira natureza das enfermidades, explica como as grandes empresas farmacêuticas controlam não só a investigação, mas também a docência médica, e como se criou um Sistema Sanitário baseado na enfermidade em vez da saúde, que cronifica enfermidades e mantém os cidadãos ignorantes e dependentes dele. O livro é pura artilharia pesada contra todos os medos e mentiras que destroem a nossa saúde e a nossa capacidade de auto-regulação natural, tornando-nos manipuláveis e completamente dependentes do sistema.
Escrevo este Artigo com base na Matéria do Jornal O Globo, pág. 03 do dia 27 de Março de 2011. Nossa Presidenta Dilma já iniciou sua Governança Doente, ou seja, sem Saúde. A Corrupção no Sistema único de Saúde (SUS),foi a Herança Maldita que seu Padrinho Luis Inácio Lula da Silva deixou. Confirma-se mais uma vez como os Pobres vales Milhões e suas Doenças são bastante Lucrativas, para as Famílias e a Oligarquia da Indústria Médica Farmacêutica no Brasil e no Mundo, dominado pelas Máfias e Maçonarias Médicas das Famílias Oligárquicas que estão no Poder.
MÉDICOS
Temos o dever de Denunciar esta Máfia Médica Capitalista que quer acabar igual a dos E.U.A, com a Saúde Pública levando ao Sucateamento do Sistema de Saúde Brasileira, por meio da Política dos Políticos corruptos e Ineptos, obrigando a todos a comprarem um Plano de Saúde.
Criado em 1990 para assegurar o pleno atendimento Médico Hospitalar à População(SUS), transformou-se no tesouro mais nobre e vulnerável do orçamento Público Brasileiro. Hoje seu maior desvio referem-se aos Pagamentos irregulares, tais como, compra de medicamentos sem controle de repasses. A Criação de grupos de controle de auditorias, nunca saiu do Papel.
A Máfia invade o Tráfico de Órgãos. Os Hospitais, e o SUS ocorrendo o descontrole que se transforma em milhões de reais, prontos para embarcar rumo à divida da União. A Máfia Médica desvia impunimente valores altíssimos e suas fraudes incluem compras e pagamentos irregulares, superfaturados, desperdício com construções de hospitais que não funcionam e até contratação de um mesmo médico para 17 lugares ao mesmo tempo. E em 4 anos o prejuízo foi de R$ 223,07 Milhões, e o que está por trás disso ? A Máfia Médica ? A Maçonaria Médica ? ou a Burschenschaft criada pelo Judeu Julio Frank ?
Vimos com isso, um complô para sucatear o SUS e obrigar os cidadãos brasileiros abrirem mão de suas cidadania e direito de usufruírem do Direito Público de terem acesso a Hospitais Públicos e a Saúde Pública em boas condições fornecidas pelo Estado Brasileiro. Eles fazem com que tornemos meros consumidores de remédios que não curam e associados de planos particulares como se a saúde fosse um produto ou um grande negócio, onde essas corporações tem papéis negociados em bolsas de valores, e o interesse delas é manter os pacientes e usuários de seus Planos de Saúde e Medicamentos sempre doentes e nunca cura-los, conforme está no LIVRO: NÃO HÁ SAÚDE SEM SOBERANIA - saúde, as doenças e a política de Autoria de KRISHNAMURTI SARMENTO - EDITORA LIVRE EXPRESSÃO, pois a cura traz prejuízo para as empresas que vivem do negocio da Saúde, ou melhor da doença e da morte dos brasileiro; pois até para morrer eles ganham conosco, pois se quiser pagar menos deve-se fazer um segura de vida onde está incluso o sepultamento.
Essas organizações nacionais e internacionais querem acabar com a soberania nacional, acabando com a saúde e enriquecendo com os pobres, pois juntos valem milhões. Elas fazem você pagar para nascer e para viver e para morrer, e por isso escrevemos esse artigo denunciando e ao mesmo tempo protestando contra essa MÁFIA da MAÇONARIA MÉDICA - HOSPITALAR - FARMACÊUTICA, que controla a vida de quem vive e de quem morre pois eles organizaram a sociedade Maçônicamente em Organizações Hierárquicas e Piramidais, desde a Maternidade, As empresas, A Igreja, A Escola(.....), e por fim até chegar ao cemitério, em fim, Tudo são Organizações Lucrativas em prol do Sistema Mundial de Saúde Oculto e Privado, então somos todos vitimas e reféns dessas Organizações, que nas mãos invisíveis de Grupos Oligárquicos inescrupulosos subtraem nossos direitos ao fazer do Estado Nacional a Privatização da Saúde e da Vida Humana, exemplo claro foi na Gestão do Nosso Ex- Presidente Fantoche F.H.C, que terceirizou o serviço de saúde, em vez de promover concursos Públicos e Sucateou os Hospitais e as Ambulâncias e Postos de Saúde.
E o que podem fazer os meios de comunicação para contribuir para a elevação da consciência nesta matéria?
RESPOSTA: Informar sem tentar convencer. Dizer o que sabeis e deixar às pessoas fazer o que queiram com a informação. Porque intentar convencê-las será impor outra verdade e de novo estaríamos noutra guerra. Necessita-se apenas dar referencia. Basta dizer as coisas. Logo, as pessoas as escutarão, se ressoarem nelas. E, se o seu medo for maior do que o seu amor por si mesmos, dirão: “Isso é impossível”. Se pelo contrário têm aberto o coração, escutarão e questionarão as suas convicções. É então, nesse momento, quando quiserem saber mais, que se lhes poderá dar mais informação.

" A VERGONHA DE SERMOS 200 MILHÕES QUE SE ENCONTRAM ABAIXO DA LINHA DA POBREZA DEVE SER DA DINASTIA QUE, A MUITO GOVERNA ESSE PAÍS E QUE ACHA SER O BASTANTE PROPORCIONAR A POPULAÇÃO A POSSIBILIDADE DE COMPRAR REMÉDIO MAIS BARATO, MAS NEM DE LONGE PENSA EM UM PROJETO POLÍTICO PARA EVITAR AS ENDEMIAS"....

ATENTAI -VÓS POVO BRAISLEIRO NÃO ACEITEM AS ENFERMIDADES COMO SIMPLES CONSEQUÊNCIA DO DESTINO, POIS ELAS SÃO FRUTOS DO MEIO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL.

CARLOS MARTINS
LEONARDO C.SANTOS
teólogos - Pesquisadores - Escritores

quinta-feira, 22 de março de 2012

Enfermeiros uruguaios que mataram 16 pegaram drogas em emergências

Mundo / ASSASSINATO
21.03.2012 | 03h00 -
 

Enfermeiros uruguaios que mataram 16 pegaram drogas em emergências

Dois enfermeiros confessaram ter matado ao menos 16 pacientes no país

G1
Os enfermeiros que confessaram ter assassinado pelo menos 16 pacientes aproveitavam emergências nos hospitais para obter as drogas que depois usariam para cometer seus crimes, revelaram nesta terça-feira (20) autoridades sanitárias do Uruguai.

O vice-ministro de Saúde Pública, Leonel Briozzo, explicou em coletiva de imprensa que em todos os centros de saúde do país existem registros e fiscalizações do uso de medicamentos para cada paciente.

Mas "em casos de emergência - bastante comuns em um centro de cuidados intensivos -, como uma parada cardiorrespiratória ou uma grande hemorragia- são estabelecidas medidas imediatas de reanimação e o controle fica de lado, frente à importância de medicar imediatamente para salvar vidas", acrescentou.

"Essas lacunas nas quais a atenção à saúde prevalece sobre o controle (...) eram lacunas que estes criminosos, com a intenção de prejudicar, aproveitavam para se apossarem delas (das drogas), segundo disse o juiz, para guardá-las e utilizá-las depois nos procedimentos de assassinato que cometiam", revelou.

Segundo Briozzo, a fiscalização "em termos genéricos, da medicação dada não falhou. O que falhou de alguma forma foi que havia pessoas que, em vez de estar reanimando gente, estavam especulando como roubar medicamentos para guardá-los e depois causar a morte de outras pessoas", enfatizou.

O caso
A sociedade uruguaia ficou horrorizada com as revelações trazidas à tona pelo caso de dois enfermeiros processados domingo à noite pelo homicídio de pelo menos 16 pacientes, tendo uma enfermeira como cúmplice.

Onze dos homicídios ocorreram em um CTI (Centro de Tratamento Intensivo) neurocirúrgico da Associação Espanhola, uma das maiores clínicas privadas do país em que trabalhavam os três acusados.

Os outros cinco ocorreram em uma unidade de cuidados intermediários (cardiologia) do Hospital Maciel, da rede pública, onde também trabalhava um dos acusados.

Segundo fontes judiciais, um réu assassinava injetando ar por via intravenosa, o que provocava uma embolia pulmonar e parada cardíaca, enquanto o outro injetava anestésicos.

Embora os enfermeiros aparentemente tivessem uma relação de amizade, até agora a justiça não comprovou se executaram suas vítimas de forma coordenada.

http://www.midianews.com.br/

segunda-feira, 19 de março de 2012

Prefeitura do Rio também cancela contratos após denúncia de fraude

19/03/2012 18h04- Atualizado em 19/03/2012 20h30

Prefeitura do Rio também cancela contratos após denúncia de fraude

Reportagem do Fantástico denunciou esquema de propinas em hospital.
Governo do RJ anunciou mais cedo que também ia cancelar contratos.

Do G1 RJ
77 comentários
A Prefeitura do Rio de Rio de Janeiro informou por meio de nota, nesta segunda-feira (19), que assim como o Governo do Rio de Janeiro, também vai cancelar os contratos com as empresas que aparecem na reportagem do Fantástico exibida neste domingo (18), na qual representantes de companhias aparecem oferecendo propina para obter benefícios em licitações para prestar serviços a um hospital público da rede federal.
Quatro empresas são apontadas como parte do esquema: Locanty Soluções, Toesa Service, Bella Vista Refeições Industriais e Rufolo Serviços Técnicos e Construções.
De acordo com a prefeitura, "atualmente, a Locanty presta serviços para cinco órgãos municipais - Previ-Rio, Controladoria Geral do Município, Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Rio Zoo e Secretaria Municipal de Saúde - em contratos que somam R$ R$ 6.131.617,30".
A Prefeitura do Rio explicou que "a empresa Padre da Posse Restaurante Ltda, cujo nome fantasia é Bella Vista Refeições, presta serviço para três órgãos municipais - Secretaria Municipal de Saúde, Guarda Municipal e Rio Zoo - em contratos que somam R$ 14.510.311,96".
Com as outras duas empresas envolvidas, a Toesa e a Rufolo, a prefeitura disse que não tem qualquer contrato em vigor.
Veja a íntegra da nota da Prefeitura do Rio
"A Prefeitura do Rio determinou o cancelamento imediato de todos os contratos com as empresas mencionadas na reportagem exibida ontem no Fantástico e vai analisar com a Procuradoria Geral do Município a melhor solução para substituí-las. O município não tem qualquer contrato em vigor com as empresas Toesa Service e Ruffolo Serviços Técnicos e Construções. Atualmente, a Locanty presta serviços para cinco órgãos municipais - Previ-Rio, Controladoria Geral do Município, Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Rio Zoo e Secretaria Municipal de Saúde - em contratos que somam R$ 6.131.617,30".


"Já a empresa Padre da Posse Restaurante Ltda, cujo nome fantasia é Bella Vista Refeições, presta serviço para três órgãos municipais - Secretaria Municipal de Saúde, Guarda Municipal e Rio Zoo - em contratos que somam R$ 14.510.311,96".

Governo do RJ também cancela contratos

Na nota enviada pelo governo do estado nesta segunda-feira (19), o secretário de estado da Casa Civil Régis Fichtner informou que o “governador determinou a todos que verifiquem em suas respectivas Secretarias se existem contratos hoje em execução com essas empresas. Em caso positivo, solicito que seja informada a Secretaria da Casa Civil. Todos os eventuais contratos de órgãos do Estado com essas empresas serão cancelados”.
Veja a nota na íntegra
“Senhores Secretários e Presidentes de Instituições do Estado:

Tendo em vista a matéria do programa “Fantástico”, que denunciou que as empresas Toesa Service, Locanty Soluções, Bella Vista Refeições Industriais e Rufolo Serviços Técnicos e Construções seriam participantes frequentes de fraudes contra licitações, o Governador determinou a todos que verifiquem em suas respectivas Secretarias se existem contratos hoje em execução com essas empresas. Em caso positivo, solicito seja informada a Secretaria da Casa Civil. Todos os eventuais contratos de órgãos do Estado com essas empresas serão cancelados. A forma de continuidade dos serviços essenciais será decidida caso a caso em comum acordo com a Secretaria da Casa Civil e a Procuradoria Geral do Estado”.

Em nota, a empresa Locanty explicou que "ante a gravidade das denúncias apresentadas ontem, no Fantástico, a Locanty informa que já afastou de suas respectivas funções os dois funcionários que aparecem nas gravações produzidas pela reportagem".
PF abre inqúeritos
O delegado Victor Poubel, da Polícia Federal, disse nesta segunda-feira (19) que já abriu quatro inquéritos para investigar as empresas . A PF vai investigar fraudes em licitação, corrupção e formação de cartel, entre outros crimes
“Vamos apurar todos os contratos com órgãos públicos da União desde 2009 que tenham sido feitos por essas empresas. São fatos repugnantes, mas que não causaram surpresa à Polícia Federal que vem fazendo um trabalho forte concernente a desvio de recursos públicos. Tem grupo especializado que vai levar adiante o trabalho investigativo”, disse Poubel.
O Ministério Público Federal também anunciou que vai investigar todas as empresas que aparecem na reportagem e os contratos com hospitais federais.
Já o Ministério da Saúde informou que uma portaria será publicada no Diário Oficial desta terça-feira (20) determinando a suspensão imediata dos contratos que ainda estejam em vigor com essas empresas em toda a rede de hospitais do país. Ainda segundo o ministério, um ofício vai estabelecer uma auditoria em contratos de outras empresas que prestam serviços para hospitais federais.
Cremerj espera punição
Segundo o Conselho Regional de Medicina (Cremerj), a denúncia revoltou os médicos e profissionais de saúde e espera que haja punição para os empresários e gerentes que aparecem na reportagem negociando propina.
“Estamos vivendo um momento de corte de verbas da saúde, os salários dos médicos são baixos como os dos demais profissionais e esperamos que esse fato seja apurado com rigor e que essas pessoas sejam presas e devolvam o dinheiro para o setor público aplicar realmente em saúde ”, disse a presidente do Cremerj, Márcia Rosa.
Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio (OAB-Rio), Wadih Damous, as imagens exibidas pelo Fantástico em que empresários oferecem propina para ganhar licitações em hospitais públicos criam um cenário de muitos indícios que dão margem ao início de investigações por parte da polícia e do Ministério Público. A declaração foi feita nesta manhã.
Para ele, os responsáveis pelas empresas podem vir a responder por corrupção, fraude de licitações e peculato. Ele explica que nas gravações os representantes das empresas mostraram como montam o esquema criminoso.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que já rompeu o contrato de aluguel de ambulâncias com uma das empresas que aparecem na reportagem. Já a Prefeitura informou que apura o estágio dos contratos com outra empresa, entre eles os de reboque e guarda de veículos. A Guarda Municipal, por sua vez, disse que a empresa que aparece na reportagem fornece refeições para alunos do curso de formação e o contrato foi feito por pregão público, sem caráter de emergência.

Repórter se passou por gestor de compras do hospital
Na reportagem especial feita por Eduardo Faustini e André Luiz Azevedo, o Fantástico mostrou como funciona um esquema para fraudar licitações de saúde pública, feito entre empresas fornecedoras e funcionários públicos.
Com o conhecimento do diretor e do vice-diretor do hospital pediátrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o repórter Eduardo Faustini fingiu ser o novo gestor de compras da instituição. Todos os outros funcionários acreditavam que ele era mesmo o responsável pelo setor de compras, onde pôde acompanhar livremente todas as negociações e contratações de serviços.
As negociações foram todas filmadas de três ângulos diferentes e levadas até o último momento antes da liberação do pagamento. Nenhum negócio foi concretizado, nenhum centavo do dinheiro do contribuinte foi gasto.
A fraude
A lei brasileira prevê que toda empresa que vá fazer um serviço para um hospital público dispute uma licitação, com outras que oferecem o mesmo serviço. É uma maneira de tentar garantir que o dinheiro público não vai ser desperdiçado.
No esquema flagrado pelo Fantástico, no entanto, as empresas fornecedoras se unem para fraudar a disputa. A que quer ganhar paga uma porcentagem do total do contrato para as demais - que entram na concorrência com orçamentos mais altos. Ou seja, entram para perder.
"Eu faço isso direto. Tem concorrência que eu nem sei que estou participando," comenta a gerente de uma empresa chamada para a licitação de contratação de mão de obra para jardinagem, limpeza, vigilância e outros serviços, que ganharia R$ 5,2 milhão se a licitação tivesse existido.
Sem nenhuma interferência do hospital, o repórter escolheu quatro empresas, que estão entre os maiores fornecedores do governo federal. Três são investigadas pelo Ministério Público, por diferentes irregularidades. E, mesmo assim, receberam juntas meio bilhão de reais só em contratos feitos com verbas públicas.
Uma locadora de veículos foi convidada para a licitação de aluguel de quatro ambulâncias. “Cinco. Cinco por cento. Quanto você quer?”, pergunta de imediato o gerente. Falando em um código em que a palavra "camisas" se refere à porcentagem desviada, ele aumenta a propina. “Dez camisa [sic], então? Dez camisa?".
O presidente do conselho da locadora garante que o golpe é seguro e o pagamento é realizado em dinheiro ou até mesmo em caixas de uísque e vinho. A empresa ganharia R$ 1.680 milhão pelo contrato. "Eu vou colocar o meu custo, você vai falar assim: ‘Bota tantos por cento’. A margem, hoje em dia, fica entre 15% e 20%", explicam o diretor e o gerente de uma empresa convidada para a licitação de coleta de lixo hospitalar. "Nós temos hoje, aproximadamente, três mil clientes nessa área de coleta", afirmam.
Para esconder a fraude da fiscalização, o dinheiro do suborno é espalhado por vários itens da proposta vencedora. O dono da empresa de jardinagem e vigilância diz à reportagem que está acostumado a fraudar licitações, e a gerente comenta que o fraude é "ética de mercado". "No mercado, a gente vive nisso. Eu falo contigo que eu trago as pessoas corretas. Eu não quero vigarista, não quero nunca".

Veja reportagem na íntegra:
http://glo.bo/FQ2uGK

Criança morre em hospital de Manaus depois de receber medicação | Manaus | Acritica.com - Manaus - Amazonas#.T2efWgFGGZ4.orkut#.T2efWgFGGZ4.orkut

Criança morre em hospital de Manaus depois de receber medicação | Manaus | Acritica.com - Manaus - Amazonas#.T2efWgFGGZ4.orkut#.T2efWgFGGZ4.orkut

Repórter trabalha infiltrado em repartição pública e flagra escândalo de corrupção

Licitações com cartas marcadas, negociatas, combinações indecorosas de suborno, propinas, truques para escapar da fiscalização. Certamente, você já ouviu falar muito de corrupção. Mas hoje você vai conhecer a cara dela. E do jeito mais deslavado.

Durante dois meses um repórter do Fantástico trabalhou em uma repartição pública. O que ele viu - e gravou - é um escândalo. Um retrato de como algumas empresas agem em órgãos do governo para ganhar dinheiro. Muito dinheiro. O nosso dinheiro.

Entre quatro paredes, o que a gente paga em impostos e que deveria ser destinado à saúde, à educação e outros serviços vai parar no bolso de empresários inescrupulosos e funcionários públicos corruptos. Uma vergonha.

A reportagem é de Eduardo Faustini e André Luiz Azevedo.

Empresários abrem o jogo. Licitações fraudadas são mais comuns do que a gente imagina. O desvio de dinheiro público é tratado por eles como coisa normal. E eles confessam que pagam propina. Os valores são milionários.

Você vai se assustar com o truque que eles usam para esconder o suborno.

O Fantástico mostra agora o mundo da propina, da fraude, da corrupção. De um jeito como você nunca viu. E vale a pena você ver: É o seu dinheiro que eles estão roubando.

Nosso objetivo foi descobrir como isso é feito. O Fantástico pediu ajuda à direção de um hospital de excelência, hospital de pediatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro, um grande hospital público infantil. Queríamos assumir o lugar do gestor de compras da instituição, acompanhar livremente todas as negociações, contratações, compras de serviços. Saber se existe oferta de propina, pagamento de suborno de um dinheiro que deveria ser sagrado: o da saúde.

Conseguimos. Durante dois meses, nosso repórter Eduardo Faustini frequentou o hospital. Na verdade, foi bem mais do que isso. Ele teve um gabinete aqui dentro. Foi o novo gestor de compras da instituição. Essa informação só era de conhecimento de duas pessoas no hospital, o diretor e o vice-diretor. Para todos os outros funcionários, o nosso repórter era mesmo o novo responsável pelo setor de compras.

“Todo comprador de hospital, a princípio, é visto como desonesto. Acaba que essa associação do fornecedor desonesto com o comprador desonesto acaba lesando os cofres públicos. E a gente quer mostrar que isso não é assim, em alguns hospitais não é assim que funciona”, disse Edmilson Migowski, diretor do Instituto de Pediatria/UFRJ.

As negociações foram todas filmadas de três ângulos diferentes e levadas até o último momento antes da liberação do pagamento. Evidentemente, nenhum negócio foi concretizado, nenhum centavo do dinheiro do contribuinte foi gasto. Só mesmo o tempo dos corruptos é que foi perdido. E eles agora vão ser desmascarados.

Com autorização da direção do hospital, o repórter Eduardo Faustini convocou licitações em regime emergencial. Elas são feitas por convite, são fechadas ao público. O gestor convida quem ele quiser.

Sem nenhuma interferência do hospital, o repórter escolheu quatro empresas, que estão entre os maiores fornecedores do Governo Federal.

Três dessas empresas são investigadas pelo Ministério Público, por diferentes irregularidades. E, mesmo assim, receberam juntas meio bilhão de reais só em contratos feitos com verbas públicas.

Em frente ao repórter gestor de compras, nessas cadeiras, se sentaram diretores, donos de empresas que deram uma triste aula de como se é desviado o dinheiro dos serviços públicos.

Veja a reportagem completa no link abaixo:

http://tinyurl.com/82df273

domingo, 18 de março de 2012

Hospital Lourenço Jorge acaba de perder cirurgiões vasculares. Unidade já não tinha especialistas em tórax e cérebro

Superlotação na emergência do Hospital Lourenço Jorge
Superlotação na emergência do Hospital Lourenço JorgeFoto: Emanuel Alencar / Agência O Globo/10.10.2011
Flávia Junqueira
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A emergência do Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, recebe, em média, sete baleados e 350 acidentados ao mês. A unidade, que fica nas proximidades de uma via expressa, atende vítimas de trauma 24 horas por dia. A despeito disso, os cinco cirurgiões vasculares da unidade foram demitidos — eles eram funcionários da Fiotec, organização social que gerencia projetos com a Secretaria municipal de Saúde. Há cerca de um ano, os cirurgiões torácicos também foram retirados do hospital, que nunca teve serviço de neurocirurgia.
— A emergência do Lourenço Jorge recebe vítimas de acidentes de vias de alta velocidade. Seria obrigatório ter cirurgia vascular, torácica e neurocirurgia. Estamos falando de emergências. São eventos que não podem esperar a chegada de uma ambulância, as intercorrências do trânsito e a disponibilidade de equipe em outro hospital. O fato é que todos os hospitais estão sobrecarregados. É uma irresponsabilidade do secretário de Saúde — diz o médico Pablo Vazquez, coordenador da Comissão de Saúde Pública do Cremerj.
O médico, que trabalha no Hospital Souza Aguiar, alerta que a maior parte das equipes de plantão na unidade do Centro não tem cirurgião vascular.
Hoje, os casos de neurocirurgia precisam ser encaminhados ao Miguel Couto, arriscando-se a agravar as sequelas e a vida do paciente. Em 29 de novembro do ano passado, um senhor de 72 anos deu entrada na emergência do Lourenço Jorge com traumatismo crânio-encefálico e no tórax. A equipe acionou a central de regulação para tentar a transferência para um hospital com neurocirurgião. Tarde demais. O paciente morreu às 23h41 daquela terça-feira.
— Estou cansado de ver pessoas morrendo e ficando sequeladas por motivos totalmente evitáveis — desabafa um médico do Lourenço Jorge, que prefere não se identificar.
O presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze, afirma que os plantões na unidade ficaram restritos a cirurgia geral e ortopedia para casos cirúrgicos.
A Secretaria municipal de Saúde alega que se baseou num estudo de demanda feito em parceria com a Fiotec para fazer o "remanejamento dos profissionais de cirurgia torácica e vascular para unidades com maior demanda".
Em nota, a secretaria informou que, em 2011, o Lourenço Jorge realizou nove cirurgias de emergência do aparelho circulatório, o que inclui as cirurgias vasculares. O livro de ocorrências dos plantões do serviço — agora extinto — mostra que 41 cirurgias foram feitas no ano passado, entre contenção de sangramentos em artérias de grande porte e amputações de pacientes com membros gangrenados, a maioria diabéticos descompensados.
— Não são traumas, mas são emergências. Sem a cirurgia, a pessoa morre — alerta o médico do Lourenço Jorge.
A nota da secretaria informa que, segundo o diretor do hospital, “o atendimento a diabéticos representa a maior parte da demanda clínica, porém, a quantidade de casos com necessidade de procedimentos cirúrgicos é pequena”. Os casos de trauma, que incluem acidentes, quedas e agressões, representaram cerca de 21% da demanda do hospital, e não são necessariamente cirúrgicos, completa a secretaria, acrescentando que os cirurgiões vasculares e torácicos foram remanejados para unidades com maior demanda.
A secretaria afirma que o Lourenço Jorge conta com suporte do Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, e está ampliando o atendimento na região da Barra, por meio de convênio com o hospital da Universidade Gama Filho — antiga Clínica São Bernardo, na Avenida das Américas. “A unidade conveniada atende pacientes eletivos transferidos do Lourenço Jorge, em especialidades como cirurgia geral, vascular, neurocirurgia e urologia”, diz a secretaria.
Em seu site na internet, a Gama Filho informa, no entanto, que “para maio, estarão abertos ao público os centros nefrológico, cardiológico, cirúrgico e de terapia intensiva”.

Leia a nota da Secretaria municipal de Saúde na íntegra:
“A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil informa que está ampliando o serviço de atendimento de diversas especialidades na região da Barra da Tijuca, por meio de convênio com o hospital da Universidade Gama Filho. A unidade conveniada atende pacientes eletivos transferidos do Hospital Municipal Lourenço Jorge, via SUS, em especialidades como cirurgia geral, vascular, neurocirurgia e urologia, entre outros, enquanto a unidade da Prefeitura continua atendendo a todas especialidades de emergência, conforme seu perfil. Além disso, a SMSDC ampliará a capacidade da emergência do hospital Lourenço Jorge com a contratação de profissionais, por concurso público em fase de conclusão. Serão convocados 1.700 médicos para toda a rede.
A rede municipal de saúde e as unidades conveniadas trabalham de forma integrada, visando otimizar os recursos existentes nos hospitais. Desta forma, e de acordo com estudo de demanda feito em parceria com a Fiocruz, por meio da Fiotec, houve remanejamento dos profissionais de cirurgia torácica e vascular para unidades com maior demanda. Em 2011, o Hospital Lourenço Jorge realizou nove cirurgias de emergência do aparelho circulatório, o que inclui as cirurgias vasculares.
A região conta, ainda, com uma unidade de pronto atendimento (UPA) na Cidade de Deus, que recebe casos de menor gravidade, e com suporte do Hospital Municipal Miguel Couto, que fica a cerca de 16 quilômetros, e oferece serviços de referência em diversas especialidades, dando apoio ao Hospital Lourenço.
O Hospital Municipal Lourenço Jorge recebeu no ano passado, mensalmente, 7 baleados e 350 acidentados de todas as naturezas (colisão, queda de moto, atropelamento etc). Os atendimentos clínicos/ambulatoriais responderam por 79% dos registros da unidade em 2011. Os casos de trauma, que incluem acidentes, quedas, agressões etc, representaram cerca de 21% da demanda do hospital, e não são necessariamente cirúrgicos. Há pouca variação do atendimento em função do dia da semana.
De acordo com o diretor do hospital, o atendimento a diabéticos representa a maior parte da demanda clínica, porém, a quantidade de casos com necessidade de procedimentos cirúrgicos é pequena. Conforme informado, houve remanejamento dos profissionais de cirurgia torácica e vascular para unidades com maior demanda, de acordo com estudo de demanda feito em parceria com a Fiocruz, por meio da Fiotec.
O Hospital Municipal Lourenço Jorge nunca ofereceu serviço de neurocirurgia desde sua abertura. A unidade trabalha de forma integrada a hospitais de referência da rede, como o Hospital Miguel Couto. A unidade Core (Centro de Operações Regional de Emergência) que será aberta funcionará de forma independente ao hospital, como uma unidade avançada, dando apoio às emergências clínicas.”


Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/hospital-lourenco-jorge-acaba-de-perder-cirurgioes-vasculares-unidade-ja-nao-tinha-especialistas-em-torax-cerebro-4337351.html#ixzz1pWFv56Q3

sábado, 17 de março de 2012

Falta remédio para leucemia

SAÚDE

Falta remédio para leucemia

Desde fevereiro, distribuição de medicamento está irregular e pacientes recorrem ao MPPE e à Justiça para garantir o tratamento

Publicado em 16/03/2012, às 07h33

Do JC Online

Washington Ataide não recebe o remedio há 15 dias. Cada caixa custa R$ 12 mil / Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem

Washington Ataide não recebe o remedio há 15 dias. Cada caixa custa R$ 12 mil

Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem

A interrupção do tratamento de câncer tem levado ao desespero pacientes da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope). Portadores de leucemia mieloide crônica denunciam que desde fevereiro está irregular a distribuição de mesilato de imatinibe, de nome comercial Glivec, medicamento utilizado em substituição ao transplante de medula, de uso contínuo e que aumenta o tempo de vida do usuário. Cansados e temendo o agravamento da leucemia, os doentes estão recorrendo ao Ministério Público Estadual (MPPE) e à Justiça. Também preparam um manifesto para hoje, na porta do hospital.

"Antes de morrer tenho que agir, brigar pelos meus direitos", diz o técnico em eletrônica Washington Ataíde de Moura, 44 anos, que desde o dia 1º de março está sem medicamento e busca, diariamente, esclarecimento sem sucesso no Hemope. Pálido e debilitado, Washington não se conforma com a falta de atenção. "Sinto dores nas pernas e fraqueza. Sou paciente do Hemope há três anos, procuramos informação e ninguém explica exatamente porque o remédio está faltando. Quando vamos à farmácia do hospital, ninguém também sabe dizer quando ele estará disponível", conta.

Washington levou o caso à imprensa e protocolou denúncia no Ministério Público Estadual. No dia seguinte foi buscar ajuda no Conselho Estadual de Saúde, que deve fiscalizar o SUS, onde foi orientado, no entanto, a procurar a Associação de Usuários (Aduseps), para mover ação na Justiça e conseguir resultado mais rápido. A Promotoria da Saúde do MPPE informa que encaminhará ofício ao Hemope cobrando esclarecimentos. Médicos do hospital afirmam que a interrupção do tratamento é prejudicial. "Pode causar uma leucemia aguda e tornar a doença resistente até mesmo ao transplante de medula", explica um deles.

Cada caixa de Glivec, afirmam, custa R$ 12 mil, o que impossibilita a compra individual. Esta é a segunda vez em três semanas que os doentes reclamam da falta do medicamento.

O diretor presidente do Hemope, Divaldo Sampaio, minimizou a denúncia e disse desconhecer que doentes em tratamento há mais de um ano estejam sem tomar o remédio. "É um problema dessa semana, da última segunda-feira", afirmou, ignorando inclusive a denúncia anterior, de fevereiro.

Afirmou que a atual falta de Glivec se deve ao envio de um quantitativo incompleto (não informou a quantidade exata), pelo Ministério da Saúde. "Temos 200 pacientes cadastrados, e mensalmente essa demanda cresce 30% ou menos", alegou. De quem seria a culpa? O diretor do Hemope não sabe dizer. "Mudou o processo da Apac (Autorização de Procedimentos Ambulatoriais de Alto Custo)", respondeu, sem mais uma vez identificar se o erro era do Hemope ou do Ministério da Saúde.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Alunos de Enfermagem da UFMT acionam o MP contra os de Medicina







    09/03/2012 - 08:00

    Alunos de Enfermagem da UFMT acionam o MP contra os de Medicina

    Da Redação - Lucas Bólico
    Foto: Lucas Bólico - ODKarine Campos é presidente do CA de Enfermagem, Karine Campos é presidente do CA de Enfermagem,
    Estudantes de Enfermagem da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) acionaram o Ministério Público para tentar dar um basta no sistemático assédio moral praticado por estudantes do curso de Medicina. O Centro Acadêmico (CA) do curso também protocolizou uma denúncia na própria UFMT, no Coren (Conselho Regional de Enfermagem) e na Delegacia da Mulher.

    A presidente do CA de Enfermagem, Karine Campos, afirma que o último ato de desrespeito aconteceu publicamente na segunda-feira (5), às 12h30, em frente ao Restaurante Universitário (RU). Ela conta que os estudantes de Medicina começaram a provocação cantando músicas ofensivas contra as estudantes do curso, sempre colocando a profissional de Enfermagem como objeto sexual.

    “Era o primeiro dia de aula e eles já chegaram no RU sabendo essas letras”, conta Karine. De acordo com a estudante, os calouros são incitados desde o início do curso a desrespeitar os colegas de Enfermagem. Para as estudantes, as letras das músicas ofendem a dignidade das enfermeiras.

    Karine filmou a última ação. “Isso [assédio] sempre acontece, mas é difícil provar. Desta vez tem o vídeo”. As imagens foram anexadas aos documentos enviados para o MP. E esta não é a primeira denúncia feita desta natureza.

    “Eles fizeram uma festa com uma foto de uma enfermeira e nós pedimos para retirar”, lembra. A imagem saiu do panfleto, mas foi postada nas redes sociais com uma tarja de censurado, para provocar, segundo ela.

    Alunas de enfermagem também reclamam da dinâmica entre os estagiários de Medicina e Enfermagem no Hospital Universitário Júlio Muller. Elas alegam que a relação lá também não é salutar. "Eles passam dos limites. Uma vez eles invadiram os corredores cantando essas músicas durante o horário de aulas", relembra.

    Em entrevista por telefone, a reitora Maria Lucia Cavalli Neder afirmou não ter conhecimento de nenhuma denúncia dessa natureza, mas assegurou que, caso chegue ao seu conhecimento, as reclamações serão apuradas. Já as estudantes reclamam que a universidade é leniente com os trotes e assédios que acontecem ao longo do curso.

    “A universidade infelizmente não faz nada, ele repassam a denúncia para o curso de Medicina, que repassa para o Centro Acadêmico, que faz uma nota de retratação”, queixa-se Karine.

    Fonte:http://www.olhardireto.com.br/index.asp

    Imagens mostram dificuldades nos atendimentos do Samu

    Quando a questão é matemática, a solução é fácil. Mas quando é questão de saúde, o problema fica difícil de ser resolvido. São Paulo tem 11 milhões de habitantes. E 120 ambulâncias do Samu, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.
    Em todo o Brasil, há casos assim. E que ficam mais graves com ambulâncias quebradas, falta de médicos, falta de infraestrutura. Nossos repórteres acompanharam o trabalho dos socorristas e constataram: o serviço criado para salvar vidas não dá conta de atender a demanda.
    Em São Luís, um aposentado morreu depois que o socorro foi negado por quatro vezes.
    Em São Paulo, policiais militares fizeram o parto de uma mulher que não conseguiu uma ambulância.
    Veja os flagrantes impressionantes:
    Saímos rumo à sede da Samu em São Paulo, mas nem precisamos chegar lá. Na Marginal Pinheiros, encontramos uma equipe no meio de um atendimento.
    O acidente deixou dois motoqueiros caídos no chão com ferimentos leves.
    “Ele está equilibrado, está fora de perigo”, disse a enfermeira.
    “São mais contusões, escoriações, mas a gente está aguardando outro resgate para levar, porque são duas vítimas”, informou um médico.
    Vemos um nó. Uma equipe com três socorristas do Samu. Uma vitima já estável dentro da ambulância, já poderia partir para o hospital. Mas falta uma segunda ambulância para a segunda vítima. O Samu não tem unidade de resgate disponível. Foi pedido apoio para o Corpo de Bombeiros.
    Eram 18h, pico do trânsito. E a ambulância vinha de longe.
    Finalmente chega o resgate, 30 minutos depois do registro da ocorrência.
    Com o motoqueiro já imobilizado, a remoção é rápida. Achamos que tudo estava resolvido.
    Mas enquanto acontecia o atendimento do Samu, os curiosos causam outro acidente. Uma freada brusca. É muito comum acontecer um segundo acidente durante o atendimento de uma primeira ocorrência. E aconteceu. Diante da equipe de socorristas.
    Com a ajuda da companhia de tráfego, os paramédicos seguram o trânsito e fazem o primeiro atendimento ali mesmo, no meio da pista. O caso preocupa a equipe.
    “Ela está estável, mas a contusão dele foi mais grave. Ele voou e bateu a cabeça e coluna cervical no chão”, conta o socorrista. Ele diz que a prioridade será dada ao caso mais grave. “Os recursos são sempre menos que adequados a demanda”, diz.
    Vai um, enquanto o outro espera uma terceira ambulância.
    São 120 viaturas do Samu e 40 do Corpo De Bombeiros para todo o município de São Paulo. Com mil e quinhentos quilômetros quadrados e mais de 11 milhões de habitantes.
    Em Salvador, o cenário é pior. A cidade tem menos ambulâncias do que determina o Ministério da Saúde. Pelo menos 22 quebradas. E cinco novas à espera de equipes de socorro.
    “Hoje, infelizmente, tem ocorrência que nós levamos 30, 40 minutos para chegar ao local”, afirma o presidente do sindicato da Samu da Bahia.
    Na periferia de São Luís, a morte de um pedreiro virou caso de polícia. O Ministério Público estadual do Maranhão investiga a denúncia de omissão de socorro. A família diz ter feito quatro ligações para o Samu, sem que nenhuma ambulância fosse mandada.
    Só em São Paulo, a central do Samu recebe nove mil ligações por dia.
    Esta semana, o caso de uma mulher em trabalho de parto não foi tratado como prioridade. O bebê nasceu pelas mãos de dois policiais militares. E o Samu chegou apenas para remover mãe e filho para a maternidade.
    “Quando chegou a solicitação, ela tinha começado a ter as contrações há pouco tempo e não estava ainda de dez em dez minutos. Então, seria o início de um trabalho de parto. Precisa de ambulância, mas não imediatamente”, argumenta Gustavo Guilherme Kuhlmann, coordenador médico do Samu-SP.
    “Eu tenho que estabelecer as prioridades que o sistema me estabelece para poder mandar primeiro os recursos para os casos mais graves”, completa.
    Uma escolha difícil.
    O Samu é coordenado pelo Ministério sa Saúde, mas quem gerencia o trabalho são as secretarias municipais ou estaduais de saúde, dependendo da cidade.
    Em nota, o ministério disse que metade da verba vem do Governo Federal e metade dos governos locais. A nota também informa que o ministério doa ambulâncias e repassa recursos mensais para ajudar no custeio do serviço.
    Hoje o país conta com 2009 ambulâncias e 101 motos em operação pelo Samu. Como vimos, não têm sido suficientes.

    Correção: No texto publicado às 8h02, dissemos que São Paulo tem um milhão e meio de quilômetros quadrados. Na verdade, são mil e quinhentos quilômetros quadrados, como no texto corrigido, às 8h23.
    Veja a reportagem na íntegra no link abaixo:
    http://glo.bo/yqauKH

    quarta-feira, 14 de março de 2012

    A praga das consultas a jato

    Atendimentos médicos que não duram mais do que 15 minutos tornam-se frequentes, o que provoca o erro no diagnóstico e na prescrição de remédios. O que você pode fazer se tiver sido vítima dessa prática

    Monique Oliveira e Luciani Gomes

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    A cena é cotidiana nos consultórios médicos: entre o bom-dia e o até logo dados pelo profissional, passam-se apenas 20, 15 e, às vezes, inacreditáveis três minutos. Quando muito, dá tempo apenas para falar dos sintomas mais aparentes, pegar na mão uma lista de exames a ser feitos ou de remédios a ser tomados. Para que servem e quando mesmo devem ser tomados? Difícil lembrar, já que as explicações foram tão rápidas que nem deu para memorizá-las como se deveria. Também é evidente que o médico não teve tempo para avaliar com a precisão necessária o que foi prescrito. Trata-se de uma realidade cada vez mais frequente, tanto no Brasil quanto em outros lugares do mundo. Inclusive em consultórios particulares, essas consultas, que mais se parecem com um drive-thru de lanchonete, são registradas. E isso contribui para as estatísticas judiciais que mostram aumento nos casos de erros médicos.

    A banalização das consultas a jato é tão grande que levou a uma distorção. Hoje, ser atendido em 15 minutos é considerado um privilégio. Um estudo da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo, campus de Ribeirão Preto, em São Paulo, deixou isso claro. Os pesquisadores acompanharam 480 consultas na rede pública e mediram, de cronômetro na mão, o tempo que cada doente passava no consultório. Logo em seguida, perguntaram o nível de satisfação com a consulta. Quem foi atendido entre 11,4 e 15 minutos considerou o atendimento excelente. Os que ficaram de 7,6 a 11,3 minutos acharam a consulta boa. Já os que permaneceram com o médico de 3,8 a 7,5 minutos consideraram-na regular e apenas os que ficaram de 0,1 a 3,7 minutos – ou seja, nem quatro minutos – acharam que foram mal atendidos.
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    Apesar dos efeitos nocivos das consultas-relâmpago, não há no Brasil uma regulamentação que determine o tempo mínimo que uma consulta deve ter. Há apenas um consenso entre os bons médicos de que é impossível fazer uma avaliação correta do paciente em menos de 25 minutos. “Não se coloca o tempo de consulta no contrato porque se supõe que o médico agirá com consciência ética”, afirma Rogério Toledo, diretor do setor de Proteção ao Paciente da Associação Médica Brasileira (AMB). Mas como fazer isso na rede pública, por exemplo, na qual cada médico tem pelo menos 16 pacientes marcados para prestar atendimento em uma jornada de quatro horas? Ou seja, dedicar a cada doente escassos 15 minutos? Esse tempo, aliás, é usado como marcador de produtividade na rede pública, de acordo com o Manual de Auditoria de Atenção Básica do Ministério da Saúde. O documento serve para analisar o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde e, segundo uma de suas fórmulas, serviço produtivo é aquele que atende em 15 minutos. Na rede conveniada, o parâmetro é que os profissionais atendam no máximo quatro pacientes por hora – ou seja, os mesmos 15 minutos para cada um.

    O problema é que nem sequer a “regra” dos 15 minutos é respeitada. “Na rede pública há médicos que atendem em dois minutos, no corredor mesmo”, relata o médico Fernando Lucchese, diretor da Santa Casa de Porto Alegre. “Já ouvi colegas dizer que eram pressionados a atender em menos de dez minutos”, completa o proctologista aposentado Albino Sorbino, que durante anos trabalhou no Hospital do Servidor Público de São Paulo. A demanda na instituição pública comprometia o atendimento em seu consultório. “Eram, no mínimo, dois casos graves por dia”, lembra. “Não tinha como fazer essa consulta em 15 minutos e eu ficava sempre três horas além do meu horário.”

    Pouco a pouco, começam a surgir indicativos dos danos causados pelas consultas rápidas. Um estudo feito pela Universidade de Ghent, na Bélgica, revelou um pouco das diferenças que ocorrem quando uma consulta é rápida demais ou acontece no tempo certo. Os cientistas analisaram 2.801 gravações de consultas realizadas em 183 hospitais da União Europeia e categorizaram as relações estabelecidas durante o encontro com o médico. Nos curtos, o tempo é dividido entre perguntas e instruções. Já nos longos, observou-se mais tempo gasto no levantamento de problemas psicológicos que podem estar relacionados aos sintomas e no fornecimento de orientações gerais ao doente. Este último, é claro, é o modelo mais ideal. “A consulta não é o momento de diagnóstico preciso”, explica o gastroenterologista Rogério Toledo, da AMB. “É o momento de se inteirar dos hábitos do paciente.”
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    Uma boa consulta envolve também a coleta do histórico do paciente, exame clínico completo, indicação detalhada de exames complementares, se necessários, e orientações terapêuticas baseadas em pelo menos mais de uma hipótese de diagnóstico. “Tarefa difícil para 15 minutos”, diz o infectologista David Uip, diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo.

    Há outros prejuízos quando esse roteiro não é cumprido. O tempo mínimo compromete a relação com o paciente e pode levar o médico a somente atenuar os sintomas sem tratar a doença. “O profissional vira um grande fazedor de receitas”, diz Lucchese, de Porto Alegre. O atendimento rápido também compromete a interligação de sintomas com situações, já que o paciente apenas responde a perguntas ou é dirigido pelo médico. “E é só deixando o paciente falar que se podem fazer conexões com uma sintomatologia que inicialmente não estaria relacionada à doença”, diz o cardiologista Múcio Oliveira, diretor de emergência do Instituto do Coração, em São Paulo. “O atendimento rápido vai comprometer o diagnóstico”, diz Rogério Toledo.

    Outros riscos são sair da consulta sem entender como tomar o remédio – e tomá-lo errado – ou receber uma prescrição incorreta. No Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde, 50% dos remédios comercializados são prescritos, dispensados ou usados de maneira errada. E, segundo especialistas, 49% dos erros são feitos pelo médico, na hora da prescrição. “O profissional faz um diagnóstico apressado, errôneo, e receita o remédio errado”, diz Fernando Lucchese. “O erro nas prescrições é uma consequência inevitável dessa consulta que não privilegia o olho clínico.” Além disso, a pressa eleva a chance de o paciente se submeter a exames desnecessários, sujeitando-se, por exemplo, a receber doses de radiação emitidas por aparelhos de imagem, sem que fosse preciso.

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    EXPRESSO
    Sorbino trabalhou na rede pública de atendimento. Colegas se
    queixavam de ser obrigados a atender em menos de dez minutos
    A falta de coleta de dados e um histórico mal tirado podem levar inclusive à morte. No ano passado, o Tribunal de Justiça de São Paulo indenizou uma família em R$ 30 mil por causa de um atendimento ruim em um hospital privado. Uma criança de 1 mês e 7 dias de vida, com pneumonia grave, voltou para casa apenas com uma prescrição de Novalgina. “Ela morreu de pneumonia porque o médico não coletou os dados suficientes na hora da consulta”, relata o advogado Vinicius de Abreu, representante da ONG Saúde Legal, entidade de defesa de pacientes.

    Uma suposta falta de médicos poderia ser usada para justificar a pressa. Mas isso não é real no Brasil. Em outubro deste ano, os conselhos regionais de medicina registravam a existência de 371.788 médicos em atividade no País, um salto de 530% desde 1970, percentual cinco vezes maior que o crescimento da população. As razões apresentadas por entidades médicas para a disseminação da praga da consulta a jato repousam em outras esferas. Elas argumentam que a baixa remuneração dos profissionais é que provoca a necessidade de atender vários pacientes em um mesmo período. Isso fica mais evidente na rede pública, na qual os baixos salários não atraem muita gente. Como resultado, o número de médicos não seria suficiente para atender à demanda. “Não é novidade que faltam médicos nos serviços de urgência em hospitais públicos”, diz Aloísio Tibiriçá, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina.

    Na rede conveniada, que hoje já atende 9% da população brasileira, menos médicos se credenciam aos planos de saúde também por causa da baixa remuneração. Há planos que pagam menos de R$ 30 por consulta. A consequência: muitos profissionais atendem mais gente do que deveriam para conseguir um rendimento satisfatório. “O médico precisa manter o consultório, mas com os valores pagos só consegue isso aumentando os pacientes por hora ou cobrando no particular”, afirma Márcia Rosa de Araújo, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro.

    Essa realidade vem merecendo reação dos próprios médicos. Recentemente, verificou-se uma onda de paralisações entre os profissionais vinculados a convênios. Em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, os médicos Marco Leite e João Botelho decidiram fazer o contrário. Para mostrar à população como deve ser um atendimento impecável, reforçaram o time de profissionais em uma das Unidades Básicas de Saúde da cidade em um dia de atendimento. “Tivemos um reforço de oito médicos onde antes havia quatro”, diz João Botelho. E os pacientes finalmente foram atendidos corretamente.
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    É direito do médico pleitear salários mais altos. Mas os governos, os profissionais e as entidades que os representam devem ficar em alerta para não permitir que a baixa remuneração e a ausência de infraestrutura continuem a ser motivos para justificar a proliferação da prática das consultas expressas e suas consequências danosas aos pacientes. As entidades médicas deveriam também – inclusive para proteger os próprios profissionais – exigir das autoridades de saúde melhorias nos sistemas de saúde público e privado.

    No âmbito particular, não há muita explicação para o fato de um médico receber o que quiser por uma consulta e atender seu paciente rapidamente. Uma das argumentações dos profissionais é a de que muitos trabalham em hospitais públicos ou conveniados durante o dia e acabam ficando com pouco tempo para atender à noite no consultório. Mas o paciente não tem culpa disso.

    O que também contribui para a armadilha das fast consultas é uma formação médica baseada mais na técnica do que em um atendimento mais humano. Além disso, muitos médicos são oriundos de faculdades de qualidade ruim, de onde saem às vezes sem saber sequer como realizar um exame clínico correto. Atualmente, o Ministério da Educação supervisiona 17 cursos de medicina que obtiveram conceitos 1 e 2, considerados baixos, no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes. Entre elas estão quatro universidades federais.

    Como não há, porém, uma determinação legal sobre o tempo mínimo de uma consulta, o paciente só poderá processar o médico quando houver um dano evidente e ficarem caracterizadas negligência, imprudência ou imperícia. “Não é porque a consulta foi rápida que o serviço foi mal prestado”, diz a advogada Joana Cruz, do Instituto de Defesa do Consumidor. No entanto, a curta duração da consulta pode ser um indício de que o médico agiu com negligência. “Nesse caso, o consumidor pode usar a curta duração como contextualização”, afirma o advogado Alexei Marqui, especializado em direito do consumidor.

    Para isso é necessário que o paciente produza uma prova de que o tempo di­minuto resultou em negligência. “Ele pode pedir um comprovante da duração da consulta para o médico”, orienta Marqui. Mesmo na ausência de prova, dependendo do caso, o juiz pode determinar a inversão do ônus da prova. Nessas circunstâncias, como o paciente é considerado leigo, a Justiça entende que seria mais fácil o médico produzir uma prova que o defenda do que o paciente oferecer uma prova que acuse o médico.

    Mesmo sem um erro evidente, no entanto, vale registrar a queixa nas operadoras de saúde (para usuários de planos) ou no Ministério Público e secretarias de Saúde (pacientes da rede pública). O doente atendido por médico particular pode resolver na hora. A advogada especializada em saúde Rosana Chiavassa orienta só pagar a consulta depois do atendimento. “Dessa forma, se a pessoa considerar que foi mal atendida ou atendida rapidamente, é só levantar e ir embora sem pagar”, diz. Os indivíduos também têm a opção de recorrer à Justiça quando considerarem que a consulta expressa deixou consequências danosas à saúde.

    A denúncia aos órgãos competentes pode ser uma boa opção para detonar um movimento em massa por consultas mais extensas. Foi a partir da pressão popular, por exemplo, que a Agência Nacional Suplementar de Saúde decidiu diminuir o tempo de espera para a marcação de consultas e exames por usuários de planos de saúde.

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